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Mundo

Parlamento grego aprova reformas em troca de programa de resgate

Aprovação de medidas de austeridade é alcançada com apoio da oposição e resistência da base aliada. Tsipras afirma que não concorda com as reformas exigidas pelos credores, mas diz que elas são única alternativa.

Com 229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções, o Parlamento grego aprovou nesta quarta-feira (15/07) o

primeiro pacote

de medidas de austeridade exigido pelos países da zona do euro em troca de um terceiro programa de regaste para a Grécia.

Apesar da vitória, o primeiro-ministro Alexis Tsipras sofreu uma derrota dentro do próprio partido. Mais da metade dos votos contrários e abstenções, 38, vieram da bancada do Syriza.

Entre os parlamentares que votaram contra as reformas está o ex-ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis, o ministro da Energia, Panagiotis Lafazanis, e a presidente do Parlamento, Zoe Constantopoulou. As reformas foram aprovadas com o apoio da oposição.

No fim da sessão, Lafazanis disse que renunciará ao cargo se Tsipras quiser. "Nós somos parlamentares deste governo e o apoiamos incondicionalmente. Apoiamos o Syriza no governo e apoiamos o primeiro-ministro. Mas não apoiamos o acordo", disse o ministro, acrescentando que não acredita que a situação exija novas eleições.

"Não acredito nelas"

Antes da votação, Tsipras fez um apelo aos parlamentares para aprovação do projeto de lei. O primeiro-ministro disse que não concordava com grande parte das reformas, mas que não havia alternativa.

"Não acreditamos nelas, mas somos forçados a adotá-las", disse Tsipras, ressaltando que não fugiria às suas responsabilidades e promoveria reformas políticas e sociais, além de combater a corrupção. "Não vamos desistir do nosso compromisso de lutar pelos direitos dos trabalhadores", afirmou.

Griechenland Ausschreitungen vor Parlament

Em frente a Parlamento, manifestantes entraram em confronto com a polícia

A aprovação do pacote de reformas era uma das condições exigidas pelos credores da Grécia para a continuação das negociações sobre um novo empréstimo à Atenas. O projeto de lei, apresentado na terça-feira ao Parlamento, foi montado com base nas demandas dos credores, após a reunião de cúpula decisiva da zona do euro, na qual um acordo preliminar foi definido.

Protestos violentos

Do lado de fora do Parlamento, na praça Syntagma, milhares de pessoas protestaram contra as medidas de austeridade previstas no acordo. A manifestação foi marcada pela violência. Alguns manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov contra policiais.

A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água. Centenas de pessoas correram em várias direções. Latas de lixo e um carro de uma emissora de televisão foram incendiados. Segundo autoridades, cerca de 30 pessoas foram detidas.

A confusão começou após uma série de marchas pacíficas organizadas na capital, que reuniram milhares de pessoas para protestar contras as reformas pedidas pelos credores. Esse foi o protesto mais violento dos últimos dois anos no país.

Também como uma forma de mostrar a insatisfação com o acordo fechado com os credores gregos, farmacêuticos e funcionários públicos iniciaram uma greve de 24 horas em todo país.

CN/rtr/afp

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