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Mundo

Parlamento Europeu atenua críticas a Berlim no caso Kurnaz

Deputados retiram do relatório sobre atividades da CIA na Europa a acusação de que o governo social-democrata e verde teria recusado uma oferta concreta de libertação feita pela autoridades americanas.

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Murat Kurnaz (e) e seu advogado durante depoimento no Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu atenuou as críticas ao comportamento do governo alemão nos casos Kurnaz e El Masri ao aprovar nesta quarta-feira (14/02) o relatório da comissão extraordinária que investigou denúncias sobre vôos ilegais da CIA na Europa.

A acusação de que as autoridades alemãs tinham "no mínimo conhecimento" do seqüestro do alemão Khaled el Masri foi retirada do documento. Segundo a versão aprovada, não há provas do envolvimento de autoridades alemãs no seqüestro.

As críticas ao comportamento da Alemanha no caso do turco Murat Kurnaz também foram atenuadas. Segundo a nova versão, uma "possibilidade" de Kurnaz ser libertado em 2002 foi descartada por "autoridades alemãs", sem especificar o grau hierárquico dessas autoridades.

O texto original acusava o governo alemão de ter recusado uma oferta concreta de libertação feita pelas autoridades norte-americanas, tornando o então governo social-democrata e verde diretamente responsável por Kurnaz não ter deixado já em 2002 a prisão de Guantánamo.

As alterações foram sugeridas por deputados social-democratas alemães e, segundo deputados do Parlamento Europeu, se baseiam em informações da CPI do Bundestag sobre o caso.

Vôos ilegais da CIA na Europa

O relatório aprovado critica vários governos europeus por terem colaborado com os Estados Unidos na prisão de suspeitos de terrorismo no território da União Européia (UE) após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo o documento, mais de dez países europeus, entre eles a Alemanha, Portugal, o Reino Unido, a Itália e a Polônia, cooperaram com a CIA ou toleraram a prática ilegal do serviço secreto norte-americano de transportar prisioneiros para outros países, onde seriam interrogados.

O relatório afirma que pelos menos 1245 vôos operados pela CIA passaram pelo espaço aéreo europeu ou fizeram escala em aeroportos da UE desde 11 de setembro de 2001. A aprovação ocorreu com 382 votos a favor, 256 contra e 74 abstenções.

No relatório, os deputados criticam os Estados-membros do bloco por terem "negligenciado o controle que devem exercer no seu espaço aéreo e nos seus aeroportos, fechando os olhos aos vôos operados pela CIA" para o transporte ilegal de suspeitos de terrorismo.

O Parlamento condenou especialmente que, "em várias ocasiões, os serviços secretos e as autoridades governamentais de alguns países europeus" tenham "aceito e dissimulado" as transferências secretas de prisioneiros e considerou "inverossímil" que alguns governos não tenham sabido de nada.

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