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Mundo

Parlamento Europeu aponta corrupção nos novatos da UE

A sete semanas da ampliação da União Européia, Parlamento Europeu exige dos dez novos países membros, sobretudo da Polônia, um combate maior à corrupção e solução de problemas com minorias, como os ciganos.

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Deputado Elmar Brok preocupado com o peso da Polônia na UE

O Parlamento Europeu exigiu dos novos países membros da União Européia, e sobretudo na Polônia, um engajamento maior contra a corrupção e abusos contra minorias, como os ciganos. No seu relatório final sobre a situação nos dez novatos, que apresentou nesta quarta-feira (10), o Parlamento em Estrasburgo destacou que vários tipos de deficiência já causam sérias preocupações. Os deputados europeus não vêem, porém, qualquer ameaça à data da integração: o dia 1º de maio.

O comissário da ampliação da UE, Günther Verheugemn, por sua vez, bateu duro nos membros atuais da comunidade de 15 países, acusando os seus governos de não terem preparado as pessoas a tempo para a ampliação. Por isso, as preocupações e medos das populações não teriam surpreendido o político alemão. Os trabalhadores dos membros antigos têm grande medo de perder o emprego para a mão-de-obra barata proveniente dos novatos na UE. Os alemães, por exemplo, se sentem ameaçados pelos vizinhos poloneses.

Günter Verheugen

Günter Verheugen

"As pessoas tinham de saber que não existem alternativas sensatas para a ampliação e que esta é a única possibilidade de assumir a responsabilidade histórica pela paz e o bem-estar na Europa", sustentou Verheugen.

Polônia é o pior exemplo - O Parlamentou Europeu deu a sua pior nota para a Polônia, depois que os parlamentares europeus atestaram que a corrupção prejudicou seriamente o desenvolvimento político e econômico do país, que as leis da UE sobre segurança de alimentos, meio ambiente e proteção dos animais não foram implantadas inteiramente, que a Justiça continua muito ineficiente e que as reformas das estruturas administrativas na agricultura continuam mancando.

Com a ressalva de que não gostaria de apresentar a Polônia como a ovelha negra da ampliação, o deputado europeu da Alemanha, Elmar Brok, considerou a situação péssima, porque sendo um país grande com quase 37 milhões de habitantes, a Polônia tem um peso maior que os demais novatos na UE. Por isso, ele estima que uma equiparação ao padrão da UE ainda vai demorar anos. O político democrata-cristão se baseia na experiência com a reunificação da Alemanha. Ele destacou que ainda existem muitas diferenças na região da antiga República Democrática Alemã, comunista, apesar do apoio e financiamento maciço da região ocidental que sempre foi capitalista, a República Federal da Alemanha.

Só três ganham notas boas - Os deputados europeus deram notas boas só para a Lituânia, Malta e Eslovênia. Além destes três e da Polônia, os próximos integrantes da UE são Estônia, Letônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria e o Chipre grego. A parte da ilha ocupada há décadas pela Turquia deverá continuar de fora da UE até que haja um acordo de reunificação entre gregos e turcos.

Com vistas a uma nova ampliação da UE, o Parlamento Europeu elogiou os progressos alcançados na Bulgária. Este país estaria no bom caminho para entrar no clube em 2007, conforme planejado. Na Romênia, ao contrário, a corrupção está amplamente propagada na política, economia e Justiça. Lá são cometidas graves violações dos direitos, principalmente a prática de tortura nas estações policiais, e o país seria um centro do tráfico de pessoas.

Em vista de tantos problemas, os deputados europeus recomendaram à Comissão Européia e aos governos da UE uma reorientação na estratégia de adesão com a Romênia.

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