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Mundo

Parlamento egípcio se reúne e desafia militares

Presidente do Parlamento diz que reunião não contraria a decisão da corte constitucional, mas apenas a dissolução da assembleia pela junta militar. Sessão durou poucos minutos.

O Parlamento do Egito reuniu-se nesta terça-feira (10/07) no Cairo, em clara afronta ao conselho militar, que havia dissolvido a casa em meados de junho após a Suprema Corte Constitucional ter declarado inválidas as eleições legislativas de janeiro.

A reunião do Parlamento é mais um capítulo na queda de braço entre a Irmandade Muçulmana – grupo ao qual são ligados o presidente egípcio, Mohamed Morsi, e o presidente do Parlamento, Saad al-Katatni – e os militares, que assumiram o poder após a queda de Hosni Mubarak.

A Irmandade Muçulmana, que controla a maioria dos assentos do Parlamento, foi duramente reprimida durante o regime Mubarak. Entre os militares estão vários figuras proeminentes do antigo regime e que não querem abrir mão de seus privilégios.

Sessão de poucos minutos

Saad el Katatni Ägypten Parlament Sprecher

Katatni, presidente do Parlamento, é da Irmandade Muçulmana

No domingo, Morsi havia decretado o restabelecimento do Parlamento, dissolvido em junho pelos militares. Nesta segunda-feira, a Suprema Corte Constitucional se pronunciou contra o decreto de Morsi, afirmando que todas as suas decisões são obrigatórias.

Katatni abriu a sessão desta terça com um discurso em que afirmou que o decreto presidencial não afeta a decisão da Suprema Corte Constitucional, mas apenas a decisão da junta militar de dissolver a Assembleia do Povo. "Quero sublinhar que não estamos contrariando a decisão, mas procurando um mecanismo para aplicar a decisão do respeitado tribunal. Não há outro ponto na agenda de hoje", disse.

Katatni afirmou que cabe ao tribunal de cassação decidir sobre a questão e que vai pedir um parecer a esse tribunal sobre como deve ser aplicada a decisão da corte constitucional. A proposta foi aprovada pela maioria dos deputados numa votação aberta. A sessão legislativa foi então encerrada, após menos de meia hora de duração.

Repercussão externa

Ägypten Westerwelle Mursi

Westerwelle em reunião com Morsi na cidade do Cairo

Durante uma visita ao Cairo, o ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, disse não haver garantias de que o Egito será bem-sucedido no caminho rumo à democracia. A Alemanha, porém, quer colaborar para que isso aconteça, assegurou.

Westerwelle teve um encontro com Morsi. O presidente egípcio teria dito ao ministro alemão que não questiona a decisão do tribunal constitucional, mas que busca uma maneira de organizar a sua implementação. Também a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, conclamou as partes a buscarem uma solução para a crise. Clinton está no Vietnã e deve visitar o Cairo no sábado.

AS/afp/rtr/lusa
Revisão: Francis França

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