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Mundo

Parlamento decide sobre futuro da pesquisa com células-tronco

A importação de células-tronco embrionárias será votada nesta quarta-feira no Bundestag. O tema vem causando muita polêmica no país nos últimos meses. Decisão deverá ser apertada.

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Tema causou muita polêmica no país

Nesta quarta-feira (30) o parlamento federal alemão (Bundestag) irá decidir se a importação de células-tronco embrionárias passará a ser permitida na Alemanha.

As divergentes opiniões sobre o tema se cristalizaram em torno de quatro posições, defendidas por deputados em alianças multipartidárias. Na sexta-feira passada, os diferentes grupos apresentaram suas propostas em Berlim e trataram de angariar assinaturas para seus respectivos requerimentos.

A proposta mais radical, que pretende proibir toda importação de células-tronco embrionárias, está sendo conduzida pelos deputados Hermann Kues, Jochen Borchert ( ambos União Democrata-Cristã - CDU), o social-democrata Wolfgang Wodarg e Monika Knoche (Partido Verde).

Esta proposta rejeita qualquer acordo no sentido de estabelecer regras para a importação. A solução seria buscar alternativas científicas que respeitem os princípios éticos, como por exemplo desenvolver a pesquisa com células-tronco adultas.

Favorável - A segunda posição é basicamente favorável à proibição de importação, mas abre exceções para permitir a pesquisa com as células-troncos embrionárias que já são objeto de pesquisa na Alemanha.

Entre os deputados que defendem este ponto de vista estão Maria Böhmer (CDU), Margot von Renesse (SPD) e Andrea Fischer (Partido Verde). Elas justificam a exceção afirmando que a morte dos embriões já foi consumada e não se pode mais voltar atrás. Embora esses embriões não possam ser mais protegidos, não se deve estimular que, no futuro, embriões para fins de pesquisa sejam produzidos no exterior.

Os dois outros requerimentos a serem submetidas à votação nesta quarta-feira defendem posições liberais para a pesquisa genética. O grupo de deputados em torno de Peter Hintze, ex-secretário-geral da CDU, quer permitir a importação de células-tronco embrionárias, desde que elas resultem de uma superprodução.

Um outro requerimento, apoiado sobretudo por deputados do Partido Liberal, vai ainda mais longe na liberalização das importações de células-tronco. Os adversários da importação de embriões humanos acreditam que decisão do parlamento irá definir as diretrizes da pesquisa alemã com células-tronco. Eles criticaram os partidários de uma importação controlada, afirmando que esta medida conduz à aceitação da morte de embriões, conforme frisou o deputado Wolfgang Wodgard (SPD).

Posição dos cientistas – A Sociedade Alemã de Genética é favorável à importação de células-tronco embrionárias. A importação deve restringir-se às células originárias da superprodução de embriões, esclareceu Rudi Balling, presidente da Sociedade. Trata-se de embriões fertilizados artificialmente, que não podem ser mais utilizados para outros fins.

A Sociedade Alemã de Genética, que congrega 60 cientistas, exige também um severo controle sobre a pesquisa com células-tronco. Ela rejeita a manipulação do genoma humano, a clonagem com finalidade terapêutica e reprodutiva e a produção de embriões exclusivamente para fins de pesquisa.

Já o governador da Renânia do Norte-Westfália, defensor da importação, adverte para as conseqüências de um eventual proibição. O social-democrata Wolfgang Clement adverte que um "não seria uma catástrofe para o setor de pesquisas na Alemanha".

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