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Mundo

Parlamento da Tailândia aprova impeachment de ex-primeira ministra

Yingluck Shinawatra fica impedida de ocupar cargos políticos nos próximos cinco anos e pode pegar até 10 anos de prisão, se for considerada culpada das acusações de corrupção em esquema de compra de arroz.

O parlamento da Tailândia aprovou nesta sexta-feira (23/01) o impeachment da ex-primeira ministra Yingluck Shinawatra. Com a decisão, ela está proibida de ocupar cargos políticos nos próximos cinco anos. Além disso, ela poderá ser presa, dependendo do resultado do processo criminal no qual é acusada de negligência.

A ex-primeira-ministra é acusada de participar de um esquema de corrupção no programa de subsídio do arroz que, segundo a denúncia, pagava aos agricultores preços muito acima do mercado, o que custou à Tailândia 4 bilhões de dólares. Se for considerada culpada, Shinawatra pode pegar até 10 anos de prisão.

Dos 220 deputados que compõem a Assembleia Legislativa Nacional tailandesa, 190 votaram a favor do impeachment. Shinawatra foi considerada culpada por não ter supervisionado corretamente o programa de subsídios. Eram necessários 132 votos para aprovar a decisão. Apenas 18 deputados votaram contra.

A decisão pode aumentar a tensão no país politicamente dividido, desde que Shinawatra foi destituída do cargo, em maio, após meses de protestos da oposição. Poucas semanas depois da destituição, o governo foi assumido por uma junta militar com um golpe de Estado.

Os militares prometeram retomar a democracia no país, afirmando que uma eleição geral está programada para fevereiro de 2016.

Perseguição política

Na quinta-feira Shinawatra negou as acusações no Parlamento, alegando que o subsídio beneficiou a economia do país. Simpatizantes da ex-primeira ministra afirmam que os tribunais e a Assembleia Legislativa Nacional estão usando as acusações para excluir a família de Shinawatra da política e que o processo não está sendo tratado de forma justa.

Cerca de 150 aliados do movimento político Shinawatra foram banidos da política nas últimas décadas, inclusive quatro que haviam ocupado o cargo de primeiro-ministro.

CN/rtr/dpa

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