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Mundo

Parlamento aprovará tropa antes do Natal

Chefe de governo confirma disposição da Alemanha para destacar até 1.500 soldados para a tropa de paz da ONU que vai garantir a segurança no Afeganmistão durante o período de transição.

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Chanceler federal, Gerhard Schröder, quer mandato robosto para tropa de paz da ONU

O Parlamento aprovará o contingente de paz da Alemanha para o Afeganistão ainda antes do Natal, mesmo que o Conselho de Segurança em Nova York só adote a resolução sobre a tropa da ONU no próximo fim de semana. Foi o que anunciou o chanceler federal e presidente do Partido Social Democrático (SPD), Gerhard Schröder, depois de uma reunião com os presidentes e líderes dos partidos, em Berlim, para informar sobre o envio da tropa multilateral.

O Conselho de Segurança em Nova York deverá aprovar o mandato da tropa de paz na quarta-feira (19). Sua missão será garantir a segurança na fase de transição, que começará no próximo sábado com a posse do governo provisório chefiado por Hamid Karsai. Este voou hoje para Roma, a fim de conversar com o ex-rei Sahir Shah, presidente da assembléia tradicional de chefes de tribo, a Loya Jirga, designado pela conferência de quatro delegações afegãs realizada em Bonn, na Alemanha.

Em Cabul, o enviado dos Estados Unidos, James Dobbins, anunciou, enquanto isso, que pelo menos um comando avançado da ONU chegará no Afeganistão até a posse do novo gabinete, que vai substituir a milícia radical islâmica tirada do poder pelos bombardeios dos Estados Unidos em represália aos atentados de 11 de setembro. O número de soldados que chegará até sábado será pequeno, segundo Dobbins, mas é de grande importância simbólica, pois deve dar à população afegã o sentimento de que o cessar-fogo é duradouro. Enquanto isso, em novos bombardeios americanos sobre Tora Bora, mais de 20 combatentes da organização Al Qaeda foram feridos, mas continua ignorado o paradeiro do terrorista Osama Bin Laden.

Mandato robusto – No encontro com os líderes dos partidos políticos, Schröder confirmou a disposição do seu gabinete para propor ao Parlamento a aprovação de 1.000 a 1.500 soldados para a tropa de paz, mesmo durante o Natal. Mas ele citou várias condições, como uma separação clara entre o comando da tropa de paz e o das forças dos EUA na luta contra os combatentes do radical islâmico Osama Bin Laden. A separação de comandos é uma exigência da maioria dos 15 países da União Européia, segundo Schröder. Ele quer um mandato robusto da ONU para permitir não só que os boinas azuis se protejam, mas também possam cumprir suas tarefas. Políticos afegãos rejeitam esta exigência. Principalmente a Aliança do Norte, que lutou durante anos contra o regime talibã, alega ter condições de garantir a segurança interna.

Pouco antes do pronunciamento anunciado do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, na Câmara dos Comuns, um porta-voz negou que a Grã-Bretangha pretenda enviar 6.000 boinas azuis ao Afeganistão. Ele avaliou o número como exagerado, mas confirmou que o Reino Unido está disposto a assumir o comando da tropa de paz. A Grã-Bretanha foi o único país que participou diretamente na guerra dos EUA contra o Afeganistão.