Paris defende maior contingente de observadores na Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.04.2012
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Paris defende maior contingente de observadores na Síria

Paris pressiona para pôr fim à crise na Síria, exigindo mais observadores da ONU e maior apoio a rebeldes. Caso contrário, a ameaça é de guerra civil, declarou o ministro Alain Juppé.

Diante da continuidade da violência na Síria, o governo francês declarou a necessidade de um maior apoio aos observadores das Nações Unidas que se encontram no país.

Na reunião de representantes dos 14 países que formam o Grupo de Contato da Síria, realizado em Paris nesta quinta-feira (19/04), o ministro francês do Exterior, Alain Juppé, afirmou que é preciso disponibilizar os "meios necessários" e aumentar para 300 a 400 o número de observadores na Síria.

O governo sírio, contudo, declarou aceitar a presença de no máximo 250 observadores. O ministro francês ressaltou que caso fracasse o plano de paz de Kofi Annan, mediador internacional especial para o caso, poderá haver uma guerra civil no país.

Sanções mais rígidas e maior apoio à oposição

Segundo Juppé, a oposição síria cumpriu com suas obrigações, mas o governo não fez o mesmo. "As Forças Armadas sírias fazem manobras de recuo apenas para enganar o adversário. Os disparos com armas pesadas continuam", descreveu o ministro francês em declaração.

Syrien anhaltende Gewalt April 18 Rauch Stadt Homs

Violência persiste em Homs

A França exige, segundo Juppé, "um sinal forte" do Grupo de Contato ao regime de Bashar al Assad e à ONU. Entre estes sinais estão sanções mais rígidas contra Damasco, bem como maior apoio à oposição e a garantia de que a população do país poderá demonstrar livremente suas vontades. De acordo com Juppé, diante da pressão de tempo, o Conselho de Segurança da ONU e a comunidade internacional terão que cogitar outras opções, em caso de emergência.

Também os Estados Unidos defendem "medidas mais duras" contra o regime sírio e uma resolução do Conselho de Segurança da ONU com sanções e um embargo de armas, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Paris.

Corredores para ajuda humanitária

Antes da reunião em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sugeriu a criação de corredores para ajuda humanitária aos rebeldes na Síria. À emissora Europe 1, Sarkozy acusou Assad de "mentir despudoradamente".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, afirmou nesta quinta-feira que a situação na Síria é "extremamente precária". Mesmo assim, ele também defende o envio de 300 observadores ao país. Até o momento, as Nações Unidas mantêm apenas um contingente de 30 observadores na Síria. Ban Ki Moon salientou, contudo, que a decisão de aumentar o contingente de observadores de 30 para 300 não "exclui riscos".

Segundo ativistas dos direitos humanos, os combates entre tropas do governo e desertores prosseguem no leste do país. Além disso, as forças governamentais continuam atacando bairros de Homs e da vizinha Kusair, segundo informa o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido. O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, se disse muito preocupado com a violência no país. "Estou decepcionado e muito alarmado", afirmou o ministro por ocasião de um encontro da Otan em Bruxelas nesta quinta-feira.

SV/afp/dpa/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

Leia mais