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Mundo

Paris defende maior contingente de observadores na Síria

Paris pressiona para pôr fim à crise na Síria, exigindo mais observadores da ONU e maior apoio a rebeldes. Caso contrário, a ameaça é de guerra civil, declarou o ministro Alain Juppé.

Diante da continuidade da violência na Síria, o governo francês declarou a necessidade de um maior apoio aos observadores das Nações Unidas que se encontram no país.

Na reunião de representantes dos 14 países que formam o Grupo de Contato da Síria, realizado em Paris nesta quinta-feira (19/04), o ministro francês do Exterior, Alain Juppé, afirmou que é preciso disponibilizar os "meios necessários" e aumentar para 300 a 400 o número de observadores na Síria.

O governo sírio, contudo, declarou aceitar a presença de no máximo 250 observadores. O ministro francês ressaltou que caso fracasse o plano de paz de Kofi Annan, mediador internacional especial para o caso, poderá haver uma guerra civil no país.

Sanções mais rígidas e maior apoio à oposição

Segundo Juppé, a oposição síria cumpriu com suas obrigações, mas o governo não fez o mesmo. "As Forças Armadas sírias fazem manobras de recuo apenas para enganar o adversário. Os disparos com armas pesadas continuam", descreveu o ministro francês em declaração.

Syrien anhaltende Gewalt April 18 Rauch Stadt Homs

Violência persiste em Homs

A França exige, segundo Juppé, "um sinal forte" do Grupo de Contato ao regime de Bashar al Assad e à ONU. Entre estes sinais estão sanções mais rígidas contra Damasco, bem como maior apoio à oposição e a garantia de que a população do país poderá demonstrar livremente suas vontades. De acordo com Juppé, diante da pressão de tempo, o Conselho de Segurança da ONU e a comunidade internacional terão que cogitar outras opções, em caso de emergência.

Também os Estados Unidos defendem "medidas mais duras" contra o regime sírio e uma resolução do Conselho de Segurança da ONU com sanções e um embargo de armas, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Paris.

Corredores para ajuda humanitária

Antes da reunião em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sugeriu a criação de corredores para ajuda humanitária aos rebeldes na Síria. À emissora Europe 1, Sarkozy acusou Assad de "mentir despudoradamente".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, afirmou nesta quinta-feira que a situação na Síria é "extremamente precária". Mesmo assim, ele também defende o envio de 300 observadores ao país. Até o momento, as Nações Unidas mantêm apenas um contingente de 30 observadores na Síria. Ban Ki Moon salientou, contudo, que a decisão de aumentar o contingente de observadores de 30 para 300 não "exclui riscos".

Segundo ativistas dos direitos humanos, os combates entre tropas do governo e desertores prosseguem no leste do país. Além disso, as forças governamentais continuam atacando bairros de Homs e da vizinha Kusair, segundo informa o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido. O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, se disse muito preocupado com a violência no país. "Estou decepcionado e muito alarmado", afirmou o ministro por ocasião de um encontro da Otan em Bruxelas nesta quinta-feira.

SV/afp/dpa/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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