1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

Parentes fazem marcha por desaparecidos no México

Familiares dos 43 estudantes desaparecidos há seis meses partem vão a cidades americanas apelar por intervenção internacional no caso. Eles não aceitam versão da polícia mexicana e exigem novas investigações.

Parentes e amigos dos 43 estudantes desaparecidos em setembro do ano passado em Iguala, no sul do México, pediram nesta segunda-feira (16/03) a intervenção dos Estados Unidos e de organismos internacionais nas investigações realizadas pelas autoridades mexicanas sobre o caso. O apelo foi feito em San Antonio, de onde eles partem para uma marcha que passará por 43 cidades americanas, a fim de chamar a atenção para a busca pelo paradeiro dos jovens.

"Esperamos sensibilizar a população e o governo de que no México os direitos humanos são sistematicamente violados", disse à agência de notícias Efe Omar Garcia, colega de um dos 43 jovens desaparecidos e que conseguiu escapar dos policiais no dia em que os amigos foram abordados e, logo depois, desapareceram.

Intitulada "Caravana 43", o giro pelos EUA vai partir conjuntamente de três cidades no estado do Texas – San Antonio, McAllen e El Paso. Familiares, amigos e advogados seguirão por três rotas distintas: uma pelos estados centrais do território americano, uma na costa leste e a outra, na oeste.

Ao longo da marcha, que deve durar três semanas, estão previstas paradas nas cidades de Washington e Nova Iorque, onde os manifestantes se reunirão com integrantes da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos e da Anistia Internacional. Também estão no roteiro Austin, Dallas, Kansas City, San Luis, Saint Paul, Milwaukee, Chicago, Grand Rapids, Lansing, Detroit e Columbus.

Os 43 estudantes da Escola Normal de Ayotzinapa desapareceram no dia 26 de setembro do ano passado na cidade de Iguala, no estado de Guerrero. Eles teriam sido levados por policiais locais e entregues a membros do cartel Guerreros Unidos, que os teria assassinado e incinerado os corpos em um depósito de lixo no município vizinho de Cocula.

Os pais dos estudantes, no entanto, não acreditam na versão oficial. Eles exigem a abertura de uma nova linha de investigação, que trabalhe com outras hipóteses.

MSB/efe/dw

Leia mais