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Mundo

Parentes de passageiros lembram sumiço do voo MH370

Eventos na China e na Malásia marcam primeiro aniversário do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines. Novo relatório de investigações diz que bateria do localizador subaquático da aeronave estava vencida.

No primeiro aniversário do sumiço do voo MH370 da Malaysia Airlines, parentes lembraram os passageiros desaparecidos neste domingo (08/03), na China e na Malásia. Em uma cerimônia em Kuala Lumpur, pessoas se reuniram para orações e conferências por vídeo com familiares em outras partes do mundo. Em Pequim, um forte esquema de segurança policial acompanhou e chegou a impedir a manifestações de familiares dos desaparecidos. De acordo com um novo relatório de investigações, uma bateria da aeronave estava com prazo de validade vencido.

"Foi um dos piores anos para muitos de nós, uma batalha sem fim", disse em Kuala Lumpur Graça Subathirai, cuja mãe estava a bordo. Em uma parede erigida especialmente para a celebração, mensagens foram afixadas, com dizeres como "não percam jamais a esperança". O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que seu país continuará procurando a aeronave. "A Malásia continua comprometida com a busca e esperançosa de que o MH370 será encontrado", ressaltou.

Na China, manifestações foram impedidas

Em Pequim, um grande esquema policial acompanhou a reunião dos parentes dos passageiros. As autoridades não deram permissão para uma celebração oficial. O grande contingente de segurança, aparentemente, visou impedir grandes concentrações.

Diante do Templo dos Lamas, na capital chinesa, algumas pessoas choraram, enquanto outras levantaram os punhos na direção da polícia. Elas quiseram rezar para seus parentes no templo, mas as forças de segurança as impediram de entrar, afastando-as, juntamente com repórteres.

Perto da embaixada da Malásia houve protestos; e o edifício foi isolado. "Governo da Malásia, se desculpe para nós", gritavam os manifestantes. Cerca de dois terços dos passageiros do avião eram da China. No país, são forte as críticas ao governo da Malásia, depois do desastre.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, em rota entre Kuala Lumpur e Pequim. Desde então, não há vestígios do paradeiro do veículo e de seus 239 ocupantes. Uma grande operação de busca no Oceano Índico, onde há suspeitas de que possam estar os destroços, não deu qualquer resultado.

Bateria vencida

Um relatório malaio de investigação divulgado neste domingo indica que a bateria do dispositivo para localização subaquáticaa do gravador de dados de voo estava com prazo de validade vencida. Segundo o texto, a data de vencimento era dezembro de 2012. Embora seja possível que baterias funcionem após a data de vencimento, elas geralmente perdem a força quando a validade expira. Segundo a Malaysia Airlines, a bateria deixou de ser trocada devido a um problema de computação. No entanto, a bateria do gravador de voz tinha sido substituída e estaria funcionando.

Segundo o especialista em aviação Gerry Soejatman, a bateria vencida pode ter contribuído para que o avião não tenha sido encontrado. "Minha maior preocupação é que as equipes de resgate tenham passado por cima do avião, mas não tenham captado o sinal", afirmou. O novo relatório, entretanto, não deu novas pistas sobre o misterioso desaparecimento do avião.

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, confirmou o prosseguimento das buscas. "Enquanto houver vestígios razoáveis, a busca continuará", garantiu Abbott, cujo país lidera os trabalhos de procura. A atual operação de busca, dentro de um raio de 60 mil quilômetros quadrados, tem término previsto para Maio. Depois disso, é possível que os esforços continuem em uma outra área de mesma dimensão.

MD/afp/dpa

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