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Mundo

Parceiros preocupados com rumo da Itália

Renúncia do ministro italiano do Exterior e falta de pressa de Berlusconi em substituí-lo deixam União Européia apreensiva, mas Roma não deve sofrer sanções. Governo alemão lamenta saída do ministro pró-europeu.

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Berlusconi mais uma vez causa apreensão na UE

Ao comentar a saída de Renato Ruggiero do Ministério das Relações Exteriores da Itália, o chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, lamentou a demissão do "bom amigo da Alemanha e europeu convicto". Também o ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, manifestou "grande lástima" pela demissão do colega de pasta.

Ruggiero, de 71 anos e ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou sua renúncia no sábado, depois de ter sido censurado publicamente pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi por suas advertências aos críticos do euro no gabinete italiano.

O próprio chefe de governo assumiu o cargo em caráter interino "até junho" e não manifestou pressa em procurar um substituto, pois pretende reformar o ministério.

A renúncia provocou preocupação nos demais países da União Européia. O ministro belga do Exterior, Louis Michel, destacou que a saída do ministro pró-europeu no gabinete de Berlusconi é ruim para a Europa. Também o ministro francês das Finanças, Laurent Fabius, exigiu do primeiro-ministro italiano uma posição clara em relação à Europa.

Problema Berlusconi – Não é a primeira vez que o primeiro-ministro da Itália preocupa os parceiros na União Européia. Em dezembro, ele bloqueou a introdução de um mandado de prisão europeu comum, desejado pelos demais 14 países-membros para combater o terrorismo e o crime organizado. Ele valeria, entre outros delitos graves, para corrupção, estupro, abuso sexual de menores e fraude.

Também a representação italiana na conferência que prepara as próximas reformas na União Européia está sendo motivo de bate-boca entre Berlusconi e os parceiros europeus.

Represálias – Embora as atitudes do governo italiano preocupem Bruxelas, a União Européia não deverá aplicar contra Roma as retaliações impostas ao governo de centro-direita de Viena há dois anos. Na época, as medidas de isolamento da Áustria não surtiram efeitos práticos para a comunidade.

Por parte do presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, não houve posicionamento: "A composição dos governos dos países da União não compete a Bruxelas", disse um porta-voz.

Berlusconi apressou-se, nesta segunda-feira, em destacar que acredita no futuro da Itália "no contexto de uma Europa forte". Por outro lado, confirmou que ainda não gastou nenhum euro "por falta de tempo".

A distribuição da nova moeda comum européia, que já estava lenta na Itália, deverá atrasar mais ainda devido à greve de 90% dos bancários nesta segunda-feira.

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