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Mundo

Para UE, morte de Milosevic é chance para conciliação na Sérvia

A morte do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic em sua cela em Haia é vista pela UE como oportunidade de paz para a Sérvia. Ministro alemão do Exterior espera novas chances para diálogo e estabilidade nos Bálcãs.

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Representantes de governos ocidentais manifestaram a esperança de que a morte do ex-presidente Slobodan Milosevic, neste sábado (11/03) em Haia, seja uma chance para a estabilidade dos Bálcãs e não traga novas inquietações que tolham a via democrática.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, considera Milosevic como "um homem do passado, seu nome está associado a violações dos direitos humanos e muitas vítimas de guerra". Para o chefe da diplomacia alemã, justamente agora é preciso fortalecer os esforços pela paz e pela estabilidade nos Bálcãs.

Javier Solana, encarregado da União Européia (UE) para assuntos de Segurança e Política Externa, acredita que a morte do ex-presidente iugoslavo ajudará a Sérvia "a olhar definitivamente para o futuro".

Milosevic e a ampliação da UE

Em Salzburgo (Áustria), onde participou de uma reunião informal dos ministros de Relações Exteriores da UE e dos países dos Balcãs, Solana considerou que ainda é "prematuro" relacionar as conseqüências políticas da morte de Milosevic e as possibilidades de integração da Sérvia e Montenegro ao bloco dos 25.

A ministra austríaca do Exterior, Ursula Plassnik, disse em sua condição de presidente do conselho de ministros do Exterior da UE: "A morte não muda nada na necessidade de prestar contas com o passado e encerrar este capítulo de que Milosevic fez parte".

Para o ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, "com a morte de Milosevic, sai de cena um dos atores, se não o ator principal, das guerras nos Bálcãs no final do século 20". É preciso lembrar as dezenas de milhares de pessoas que foram vítimas da limpeza étnica praticada por Milosevic, completou.

Pedido de tratamento na Rússia foi negado

O governo russo lamentou que o Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia não tenha atendido o pedido de Milosevic, de tratar seus graves problemas cardíacos e de hipertensão na Rússia.

Por outro lado, diversos representantes de países balcânicos vêem seu falecimento como forma de reparação aos familiares das vítimas ou lamentaram que Milosevic tenha escapado de uma pena imposta pela Justiça.

Também o ministro holandês Bernard Bot, e o presidente croata, Stipe Mesic, lamentaram que a Justiça não tenha podido concluir o processo contra o ex-presidente sérvio e impor-lhe a punição que merecia.

O ex-presidente soviético Mikail Gorbatchov acusou os juízes do TPI. "Foi um grave erro impedir que Milosevic fosse examinado em Moscou", disse Gorbatschov neste sábado a uma emissora de rádio russa . "Isto cheira a desumanidade", prosseguiu. Milosevic havia se queixado várias vezes de dor de cabeça e de problemas circulatórios. No dia 24 de fevereiro, o tribunal negou um pedido de licença temporária da prisão para que se tratasse em Moscou.

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