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Alemanha

Para onde ir após a separação?

Os homens também são vítimas da violência doméstica, como demonstram estudos sobre a agressividade feminina. Mas ainda não existe para eles um abrigo que acolha as vítimas da violência conjugal.

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A violência feminina ainda é tabu

Uma casa no norte de Berlim: as janelas estão decoradas com motivos natalinos, no pequeno jardim em frente à casa muitas coisas indicam a presença de crianças – uma gangorra, bicicletas, caixa de areia. Um mundo em ordem.

Ali também vive o pedagogo Horst Schmeil, para quem a felicidade familiar foi definitivamente por água abaixo em 1994. Sua mulher lançou mão de todas as armas: calúnia, privação do contato com os filhos e agressão física. A violência também tem um lado feminino – isso foi o que Horst Schmeil teve de constatar, pagando o preço do sofrimento físico e psicológico.

Mudar o mundo

No final da guerra conjugal, o pedagogo estava financeiramente arruinado e moralmente arrasado. Não foi fácil recuperar-se. Os tribunais lhe dificultaram o início de uma nova vida, afirmou Schmeil em entrevista à DW-WORLD. Mas ele não quis desistir: "Se é assim, então eu tenho de mudar o mundo", foi a decisão que ele tomou há quase dez anos.

Hoje, Horst Schmeil dedica-se a prestar ajuda aos homens que enfrentam situações semelhantes à sua. Ele faz parte da diretoria da associação denominada Väteraufbruch für Kinder, cuja luta principal é manter o relacionamento igualitário dos filhos com as mães e os pais, após a separação do casal. Como curador, ele atua junto às varas de família dos tribunais defendendo os direitos dos filhos e já pôde assim obter êxito em alguns processos em que o juiz decidiu em favor do pai. Ele espera assim estar contribuindo para melhorar a situação dos pais que, como ele próprio, perdem o direito à guarda dos filhos após a separação.

Refúgio e apoio

Seu maior mérito, no entanto, é o fato de que Horst Schmeil pôs a sua casa à disposição de homens que perderam praticamente todo o seu ambiente social, após a separação ou como vítima da violência feminina. Quatro quartos são oferecidos como refúgio para até seis homens – uma espécie de "ilha da esperança", afirma Schmeil.

Ali os homens têm à sua disposição não apenas uma moradia temporária, mas também uma terapia psicológica, aconselhamento jurídico e informações gerais em torno dos seus problemas. A "perda da perspectiva de vida" é o aspecto comum que une os quase mil homens que lá encontraram refúgio e apoio desde 1995. No entanto, a iniciativa não recebe até agora qualquer tipo de apoio financeiro.

"Casa do homem"

As mulheres que são vítimas de maus-tratos por parte dos maridos podem encontrar refúgio e aconselhamento numa das 450 "casas da mulher", espalhadas por toda a Alemanha. Para os homens, a oferta de ajuda é muito menor. Também Peter Thiel empenha-se em acabar com tal lacuna. O terapeuta familiar berlinense cuida intensivamente, há dois anos, da orientação dos homens em crise.

Contudo, a sua iniciativa de criar a primeira "casa do homem" na Alemanha com financiamento de dinheiro público não vingou até agora. Ainda não está suficientemente claro a quem compete auxiliar os homens em crise. "Sou mandado de uma parte a outra", esclarece Thiel. Mas continua confiante de que, no final, logrará seu intento. As respostas à sua consulta são sempre em tom positivo, os políticos não demonstram indiferença em relação ao assunto.

E Peter Thiel já recebeu inúmeros pedidos de informação, vindos de todo o mundo, sobre os planos para a primeira "casa do homem". Não apenas na Alemanha, mas também em outros países falta a oferta de ajuda para os homens que se tornam vítimas da violência conjugal.

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