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Copa do Mundo

Para Klinsmann, jogo contra Equador não foi parâmetro para as oitavas

Em entrevista após o jogo contra o Equador, o técnico Jürgen Klinsmann disse que a Copa começa nas oitavas-de-final, aponta erros de sua equipe e elogia Klose, Podolski e Robert Huth.

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Em entrevista após o jogo contra o Equador, o técnico Jürgen Klinsmann disse que a Copa começa nas oitavas-de-final, aponta erros de sua equipe e elogia Klose, Podolski e Robert Huth.

DW-WORLD : O quanto lhe alegra o melhor início da Alemanha numa Copa desde 1970?

Jürgen Klinsmann : É um momento bonito quando se deixa o estádio de Berlim diante de 72 mil torcedores após ter vencido por 3 a 0 e ser líder do seu grupo com nove pontos. Mas o jogo de hoje não serve de parâmetro para o que nos espera nas oitavas-de-final. Seja a Inglaterra, seja a Suécia, em ambos os casos será tremendamente difícil. Agora começam os jogos nos quais não podemos nos permitir nenhum erro. Hoje, algumas coisas não ocorreram como previsto.

Quais?

Por exemplo, a sintonia entre defesa e meio de campo. Freqüentemente deixamos espaços muito grandes. Ocorreram muitos erros de troca de passes. Vamos deixar isso de lado porque ganhamos de 3 a 0. Mas, em comparação, com o jogo contra a Polônia, demos um passo para trás.

O senhor não estaria atenuando os erros porque a euforia é muito grande na equipe?

A equipe sabe que a Copa só começa mesmo agora, que, a partir das oitavas-de-final, eles precisarão suar para dar um passo adiante. Estamos felizes com a atmosfera e os pontos, mas queremos ficar mais três semanas no torneio. Por isso, estamos todos com os pés no chão.

O senhor sente como um peso pertencer ao círculo dos favoritos?

De um modo geral, não temos problemas com isso. Estamos trabalhando nisso há dois anos, para que nos levem em conta, e agora estão nos levando em conta. Quanto mais longe chegamos, mais respeito conseguimos.

Como artilheiro, o senhor está impressionado com a performance de Miroslav Klose?

É numa Copa que os verdadeiros artilheiros se mostram, isso ele entendeu. É um outro Klose em comparação com quatro anos atrás. Daquela vez, ele fez cinco gols na fase inicial e nenhum nas fases seguintes. Isso nós queremos mudar. Queremos deixá-lo afiado, para que ele também faça alguns nos jogos decisivos.

O senhor está aliviado com o primeiro gol de Lukas Podolski na Copa e com a estréia de Robert Huth?

Para atacantes, o melhor remédio sempre é fazer gols. Eu disse ao Podolski ainda antes do jogo: se você acreditar, vai fazer. Eu estou muito satisfeito com o Robert Huth. Para nós foi importante que o Robert tenha começado no torneio no momento em que Metzelder e Per estavam "pendurados". Metzelder voltará nas oitavas-de-final. Mas ter Robert como garantia vale ouro.

A entrevista foi concedida à agência de notícias DPA.

  • Data 20.06.2006
  • Autoria (as)
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