Para europeus, vitória de Obama pode melhorar relações EUA-Europa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.09.2008
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Mundo

Para europeus, vitória de Obama pode melhorar relações EUA-Europa

Enquanto 47% dos europeus esperam melhoras nas relações transatlânticas se Obama ganhar a eleição presidencial nos Estados Unidos, apenas 11% acreditam que isso aconteceria se McCain tornar-se presidente.

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Obama, preferido dos europeus em pesquisa feita em 12 países

Os europeus e norte-americanos têm preocupações comuns em relação ao comportamento da Rússia, ao terrorismo e à economia, mas diferem na questão das alterações climáticas, revela a pesquisa Tendências Transatlânticas 2008, realizada em 12 países europeus e nos Estados Unidos. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (10/9) pela organização norte-americana German Marshall Fund e pela italiana Compagnia di San Paolo.

EUA: liderança "indesejável"

Como em todos os anos desde 2004, uma clara maioria dos europeus (59%) considera "indesejável" a liderança dos EUA em assuntos internacionais, enquanto 36% a considera "desejável". Com 69% da preferência, Obama é o candidato que os europeus entrevistados na pesquisa gostariam de ver na Casa Branca. McCain receberia o voto de 26%.

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Países vizinhos: temor em relação ao governo russo

O estudo mostra que a reafirmação da Rússia no cenário mundial, especialmente como fornecedora de armas nucleares ao Oriente Médio, preocupa 84% dos norte-americanos e 72% dos europeus. Isto representa um aumento de cinco pontos percentuais nos Estados Unidos e de sete na Europa em relação a 2007. O trabalho de campo foi desenvolvido em junho, portanto antes do conflito armado na Geórgia.

Vizinhos temem a Rússia

A preocupação com o papel da Rússia como fornecedora de energia aumentou três pontos percentuais nos Estados Unidos, atingindo os 61%, e cinco pontos percentuais na Europa, onde foi destacada por 64% dos entrevistados.

Quanto à atitude da Rússia diante de seus vizinhos, 69% dos americanos e 58% dos entrevistados europeus expressaram a sua preocupação (percentagens iguais às do ano anterior). Os poloneses são os que mais se preocupam com este aspecto (71%), seguidos dos habitantes do Reino Unido (69%) e da Alemanha (68%).

Papel da Otan

Em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), 57% dos europeus a consideram um elemento essencial na segurança dos seus países. Nos Estados Unidos, 59% concordaram que a Otan ainda desempenha um papel crucial na segurança do país, percentagem que se manteve quase inalterada ao longo dos últimos anos.

Sobre o estreitamento das relações com os EUA, o estudo mostra que em todos os países da Europa houve um ligeiro aumento dos que pensam que as relações devem se tornar mais estreitas, embora a maioria dos europeus continue achando que a Europa deve assumir um papel mais independente em questões de segurança e assuntos diplomáticos, com maior autonomia em relação a Washington.

Terrorismo ecabeça lista de preocupações

Tanto europeus como norte-americanos partilham da opinião de que o terrorismo internacional e a economia global devem figurar como duas das mais importantes prioridades do novo presidente dos Estados Unidos e dos líderes europeus.

O terrorismo deverá ser uma das prioridades da agenda política para 42% dos norte-americanos, e só 39% realçam os problemas econômicos internacionais. O tema é destacado por 43% dos inquiridos europeus, enquanto 41% escolhe as alterações climáticas e 37% coloca os problemas econômicos internacionais no topo da lista das prioridades políticas.

A pesquisa foi realizada com mil entrevistados nos Estados Unidos e em 12 países europeus: Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Turquia, Romênia e Bulgária.

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