Para economista do Deutsche Bank, Portugal será o próximo a pedir ajuda à UE | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 26.12.2010
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Economia

Para economista do Deutsche Bank, Portugal será o próximo a pedir ajuda à UE

Economista recomenda a Portugal que aceite ajuda europeia antes que sua situação se agrave. Espanha, Itália e Bélgica deverão superar sozinhas suas dívidas, acredita economista-chefe do maior banco alemão.

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Euro português sob pressão

O economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, acredita que, após a Irlanda, Portugal seja o próximo país a solicitar a ajuda financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mayer disse em entrevista publicada na edição deste domingo (26/12) do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que não se admiraria se, em breve, Portugal fosse obrigado a solicitar a ajuda do fundo europeu. Devido ao montante de sua dívida, seria bom que o país fizesse isso rapidamente, acrescentou. "Em algum momento, isso será necessário", comenta.

Dr. Thomas Mayer Chefvolkswirt der Deutschen Bank

Thomas Mayer

No ano passado, Portugal registrou um déficit público recorde de 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo trabalha para encerrar 2010 com um déficit de 7,3%. Para o próximo ano, a meta é de 4,3%.

Já a Espanha, a Itália e a Bélgica provavelmente conseguirão superar sozinhas suas dívidas, acredita o economista-chefe do maior banco alemão.

Em sua opinião, a desconfiança em relação à Espanha é exagerada: "A situação deste país do sul da Europa é bem melhor que a da Grécia, da Irlanda ou de Portugal". Mas se, mesmo assim, Madri tiver de pedir ajuda ao fundo da UE, os especuladores logo se voltarão contra o próximo país", teme Mayer.

BCE "bad bank"

Já que o governo alemão decidiu-se contra os títulos conjuntos dos países da zona do euro, Mayer acha provável que o Banco Central Europeu (BCE) tenha de intervir com a compra de obrigações e assim se torne o "bad bank" europeu, numa alusão a bancos que adquirem títulos problemáticos.

"Esta seria uma enorme carga para o Banco Central Europeu", advertiu o economista, que exigiu medidas apropriadas do setor político. Em relação ao futuro, ele disse que a pressão sobre os mercados voltará a se intensificar em janeiro, "por isso é preciso estar preparado".

O economista acredita que a crise do euro prosseguirá também em 2011, ao menos no primeiro trimestre. Após este período, Mayer acredita que os políticos tomem decisões que acalmem os mercados. Para ele, "é preciso haver clareza sobre como os credores de dívidas públicas serão envolvidos em crises causadas por estas dívidas".

RW/rtd/dpa
Revisão: Nádia Pontes

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