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Economia

Para Deutsche Bank, Brasil pode crescer até 4,2% ao ano

Estudo do maior banco privado da Alemanha desenha três cenários para a economia brasileira nos próximos 15 anos, prevendo taxas de crescimento anuais entre 2,5% e 4,2% do Produto Interno Bruto.

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Banco prevê avanços acima da média nos setores agrícola, financeiro e de mineração

O Deutsche Bank, maior instituição financeira privada da Alemanha, acaba de divulgar um estudo em que desenvolve três cenários para a evolução da economia brasileira na próxima década e meia.

Segundo a previsão mais pessimista, o Brasil continuaria sendo o país do futuro, com crescimento de 2,5% ao ano. O cenário básico prevê uma expansão anual de 3,3% da economia, percentual semelhante ao de outras previsões recentemente divulgadas para 2006. Mas, se essas expectativas forem superadas, o crescimento pode chegar a 4,2% ao ano, segundo o banco alemão.

De acordo com o autor do estudo, Markus Jaeger, analista de riscos do banco para o Leste Europeu, Oriente Médio e América Latina, o crescimento econômico dos próximos anos será favorecido por fatores como melhoria de qualidade do capital humano, consolidação das finanças públicas e a esperada maior abertura de mercado. "Um crescimento de 3,3% já seria uma considerável melhora em relação às duas últimas décadas", escreve Jaeger.

A rápida integração da China na economia mundial é vista no estudo como desafio, mas também como chance para o Brasil. "Salários baixos e rápido progresso tecnológico transformam a China em sério concorrente do Brasil, sobretudo em setores de baixo padrão tecnológico. Ao mesmo tempo, o rápido crescimento chinês oferece chances para o Brasil em nichos tecnológicos em que o país já é competitivo, como na indústria aeronáutica", diz o texto.

Crescimento acima da média

Os setores agrícola, financeiro e de mineração terão um crescimento acima da média, prevê Jaeger. Isso – explica o perito – ocorrerá por conta da intensificação das relações comerciais com a Ásia, do desenvolvimento dos mercados de capitais nacionais e de um aumento de renda per capita. "A quota de poupança, que no passado foi de 19% do PIB, tem potencial para aumentar, mesmo que não chegue aos níveis asiáticos de 30% do PIB", diz.

Segundo Jaeger, o Brasil ainda tem uma economia relativamente fechada, mas está num bom caminho para atingir uma maior abertura. "O forte crescimento do comércio externo nos últimos anos deveu-se, por um lado, ao aumento de preços dos produtos exportados e, por outro lado, à crescente competitividade da indústria de transformação", avalia o perito.

Dívida pública

Enquanto a dívida externa brasileira (de 23% do PIB em 2005) deixou de ser uma preocupação séria para os mercados financeiros internacionais, o analista do Deutsche Bank aponta a dívida pública, de 52% do PIB, como principal fator de risco para os cenários econômicos dos próximos 15 anos.

Segundo o estudo, esse é também o principal motivo pelo qual o crescimento econômico brasileiro continuará sendo inferior ao da China, Índia e, possivelmente, da Rússia. "Nos últimos anos, os dados básicos da economia brasileira melhoraram bastante, e alguns analistas já falam até que ela pode crescer 6% ao ano. Mas, numa comparação histórica, isso parece otimista demais", conclui Jaeger.

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