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Mundo

Paquistão executa quatro por massacre em escola

Militantes do Talibã que estariam ligados ao ataque a uma escola militar, em dezembro de 2014, são enforcados na prisão. Eles foram condenados à morte num julgamento a portas fechadas.

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A escola atacada em Peshawar, no dia seguinte ao massacre

O Paquistão executou nesta quarta-feira (02/12) quatro militantes do Talibã ligados ao

massacre numa escola militar na cidade de Peshawar

em que morreram 150 pessoas, a ampla maioria crianças, em 16 de dezembro de 2014.

"Quatro militantes envolvidos no ataque à escola foram enforcados esta manhã na prisão de Kohat", declarou um funcionário da segurança de Peshawar à agência de notícias AFP. As execuções são as primeiras relacionadas com o massacre.

Não está clara que ligação os executados têm com o atentado. Os atiradores que invadiram a escola foram todos mortos por forças de segurança durante o ataque, disseram autoridades paquistanesas na época.

Sobreviventes disseram que estavam felizes em saber das execuções, e um pai declarou que os enforcamentos deveriam ter acontecido em praça pública e não dentro de uma prisão.

Em agosto, depois de um julgamento a portas fechadas, os militares paquistaneses anunciaram que seis extremistas ligados ao massacre seriam executados e que um sétimo foi condenado à prisão perpétua. O primeiro-ministro Nawaz Sharif pediu ao presidente paquistanês que rejeitasse os apelos por clemência, afirmando que os condenados não mereciam compaixão.

Um funcionário da prisão disse que os condenados tiveram um último encontro com suas famílias na noite desta terça-feira, e um policial disse que os corpos serão entregues aos familiares.

O ataque a uma escola pública militar em Peshawar, em 16 de dezembro de 2014, foi considerado o mais sangrento atentado terrorista da história do Paquistão. A ação foi reivindicada pelo principal comando talibã paquistanês, o Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP, na sigla em inglês).

AS/afp/lusa

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