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Mundo

Paquistão executa jovem apesar de protestos a favor de direitos humanos

Caso de Shafqat Hussain gera comoção internacional. Família e advogados sustentam que ele teria confessado sob tortura e que era menor de idade à época do crime, e, portanto, não poderia ser condenado à morte.

Um jovem condenado pelo assassinato de um menino de sete anos, que teria cometido o crime quando era menor de idade, foi executado nesta terça-feira (04/08) no Paquistão. Seus apoiadores alegam que ele confessou o crime sob tortura, num caso que gerou preocupação em grupos de direitos humanos e das Nações Unidas.

"Shafqat Hussain foi enforcado de 10 a 12 minutos antes das preces matinais", disse uma autoridade prisional paquistanesa, em condição de anonimato. A morte do jovem foi confirmada por um de seus familiares e pelo Ministério do Interior do país.

O caso de Hussain gerou controvérsia internacional. A família e os advogados do jovem destacam que ele tinha 14 anos à época do crime, em 2004, e afirmam que ele confessou sob tortura. Especialistas da ONU denunciam que o caso ficou aquém dos padrões jurídicos internacionais.

A execução de Hussain foi adiada por diversas vezes nos últimos meses, enquanto seus advogados lutavam para provar que ele ainda não havia completado 18 anos quando o crime ocorreu. As leis paquistanesas preveem que menores de idade não podem ser condenados à morte.

Gul Zaman, irmão do acusado, contou que, em seu último encontro com Hussain, poucas horas antes da execução, ele continuava a se declarar inocente. As últimas palavra ditas por Hussain a seu irmão teriam sido "nunca encostei no menino, quero que o mundo saiba disso".

No Paquistão, 180 condenados foram executados desde dezembro do ano passado, quando o país levantou a

moratória da pena morte

. O motivo foi o

massacre perpetrado pelo Talibã numa escola

na cidade de Peshawar, em que 150 pessoas, na maioria, crianças, foram assassinadas.

RC/afp/dpa

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