1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Paquistão deporta a família de Bin Laden para a Arábia Saudita

Três viúvas, oito filhos e um neto deixaram o Paquistão rumo ao país de sua escolha, a Arábia Saudita. A família estava detida numa casa em Islamabad e cumpria pena por permanência ilegal no país.

A família do ex-líder da Al Qaeda Osama bin Landen, morto há quase um ano pelas forças especiais americanas em Abbottabad, no norte do Paquistão, foi deportada na manhã desta sexta-feira (27/04) para a Arábia Saudita, segundo as autoridades paquistanesas.

A deportação põe fim a meses de especulações sobre o destino dos familiares de Bin Laden, que haviam sido detidos pelas forças paquistaneses depois da ação americana, em 2 de maio de 2011.

Na noite desta quinta-feira, uma minivan buscou os familiares numa casa em Islamabad, onde eles estavam detidos, e os levou para o aeroporto da capital paquistanesa, onde embarcaram num voo especial para a Arábia Saudita. As mulheres se recusaram a entrar na van devido à presença da mídia e os funcionários tiveram que cobrir as janelas com plástico.

O Ministério do Interior, responsável pela família do ex-líder da Al Qaeda, emitiu um comunicado dizendo que havia dado ordens para a deportação de 14 membros da família, porém somente 12 familiares (três viúvas, oito filhos e um neto) deixaram o Paquistão. "A família foi mantida em segurança numa casa de hóspedes. Eles foram deportados hoje ao país de sua escolha, a Arábia Saudita", precisa a nota.

No início deste mês um tribunal sentenciou as três viúvas e duas filhas adultas de Bin Laden a 45 dias de detenção por entrada e permanência ilegal no Paquistão e ordenou a deportação após o cumprimento da sentença, que começou no dia 3 de março, quando foram detidas formalmente.

Revelações sobre o ex-líder da Al Qaeda

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (26.04) o pedido do grupo Judicial Watch para ter acesso às fotografias e vídeos feitos na operação que terminou com a morte de Bin Laden .

O Departamento de Justiça norte-americano considerou que as imagens do terrorista são confidenciais e não foram reveladas ao público para evitar que incitem à violência contra americanos e comprometam os sistemas e técnicas secretas da CIA e do Exército.

No entanto, uma vez fora do Paquistão, a família pode revelar detalhes sobre como o homem mais procurado do mundo foi capaz de se esconder no país há anos, possivelmente com a ajuda do poderoso exército paquistanês e agência de inteligência.

Qualquer divulgação sobre as relações do Paquistão com Bin Laden poderia constranger o país e irritar o governo em Washington. As autoridades paquistanesas atribuem a longa presença de Bin Laden na cidade de Abbottabad a uma falha de segurança e rejeitam a possibilidade de que membros do Exército e do serviço de inteligência ajudaram a acobertar o ex-líder da Al Qaeda.

AKS/afp/rtr/lusa/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais