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Economia

Papai Noel na rede

O trunfo é a internet. Apesar da crise econômica na Alemanha, o volume das compras de Natal deve aumentar sensivelmente este ano. Mas somente no que se refere às encomendas online.

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Alemães compram mais presentes de Natal pela internet

Na Alemanha, as compras de Natal deste ano – pela internet – serão bem maiores que no ano passado. Pelo menos é o que dizem diversos estudos de mercado. Para o instituto americano Forrester Research, por exemplo, os alemães gastarão um total de 2,2 bilhões de euros nas suas compras online. Outro instituto americano, Jupiter Research, é bem menos otimista. Sua previsão só chega à metade disto: 1,1 bilhão. Ainda assim, tal volume de compras representa um aumento de 55% em relação ao ano passado.

A tendência positiva relatada nos estudos americanos é confirmada também pela Confederação Alemã do Comércio Varejista (HDE), que espera uma verdadeira explosão no comércio online às vésperas do Natal. Segundo a entidade, um quarto de todo o faturamento anual dos negócios varejistas online é registrado nos meses de novembro e dezembro. E a previsão da HDE para este ano é de um volume de compras da ordem de 8 bilhões de euros, o que corresponde a um aumento de 60% em relação a 2001.

Evolução positiva

No primeiro semestre de 2002, cerca de 25% das empresas que vendem pela internet registraram um aumento dos seus negócios online. Uma redução do faturamento pela internet ocorreu em apenas 11% dos casos, e uma estagnação foi sentida por 65% das empresas. Ainda assim, a evolução foi muito mais positiva na internet que no comércio varejista tradicional, que enfrenta uma recessão em conseqüência da crise econômica. No cômputo geral, porém, o e-commerce ainda não é vital para o varejo alemão, representando apenas cerca de 1,6% das vendas totais no país.

Aproximadamente 75% dos varejistas alemães utilizam a internet: seja para vender seus produtos (B2C – Business to Consumer), para informar sobre os produtos à venda, para comprar (B2B – Business to Business) ou buscar informações sobre a oferta dos seus fornecedores. Apesar disto, ainda há um grande déficit na utilização da rede por pequenas e médias empresas.

Os grandes faturam

Não é de se admirar, por isto, que a maior parte do faturamento online seja feita pelas grandes empresas – redes de lojas de departamento (por exemplo, Karstadt, Kaufhof), firmas de comércio postal por catálogos (Otto, Quelle), ou até mesmo empresas internacionais especializadas (Amazon). Tais empresas são responsáveis pela metade do faturamento no e-commerce alemão. A isto se soma agora a recente explosão de crescimento no setor de viagens, em especial nas vendas de passagens aéreas de baixo preço pela internet.

Na Alemanha, a metade das empresas de comércio varejista do setor de papelaria, material de escritório e material fotográfico vende seus produtos também através da internet. No setor de brinquedos, são 44%. Mas apenas 23% dos comerciantes de gêneros alimentícios (supermercados) e 18% do setor de confecções e sapatos vendem online.

O grande obstáculo para o e-commerce na Alemanha ainda é a desconfiança dos consumidores em relação à segurança das transações pela internet. Eles preferem, muitas vezes, buscar informação online sobre produtos e ofertas, comprando posteriormente nas lojas tradicionais. Além disto, apenas 36% dos alemães dispõem de um cartão de crédito, o que facilitaria enormemente as compras. Desde, naturalmente, que seja superado o temor de fraudes pela internet.