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Mundo

Papa visita Sarajevo, "Jerusalém do Ocidente"

Líder católico permanece dez horas na Bósnia e Herzegovina, onde cerca de 40% da população é muçulmana. Francisco louva diversidade cultural e religosa do país "no bom caminho da paz".

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Francisco reza missa para 60 mil bósnios

O papa Francisco desembarcou às 08h00 (hora local) deste sábado (06/06) em Sarajevo, para uma visita de dez horas à Bósnia e Herzegovina. O pontífice foi recebido por cerca de 100 mil pessoas, no país onde cerca de 40% da população é de fé islâmica.

"Sarajevo, chamada de 'Jerusalém do Ocidente', é uma cidade que sofreu muito ao longo de sua história e que está no bom caminho da paz. É por isso que eu faço esta viagem, como um sinal de paz, uma oração pela paz", afirmou o pontífice durante o voo.

Em Sarajevo, ele elogiou os "progressos" apresentados pelo país nos últimos anos: "Tenho o prazer de ver os progressos realizados, que devemos agradecer ao Senhor e a tantas pessoas de boa vontade."

Em seu discurso durante a cerimônia de boas-vindas no palácio presidencial, Francisco acrescentou: "É importante não se contentar com o que já foi alcançado, mas procurar adotar novas medidas para fortalecer a confiança e criar oportunidades de aumentar a compreensão e o respeito mútuo."

Francisco afirmou que a Bósnia e Herzegovina "tem um significado especial para a Europa e para o mundo inteiro", pois nestes territórios "existem comunidades que há séculos professam religiões diferentes e pertencem a culturas e etnias distintas, cada uma com suas características peculiares e orgulhosa das suas tradições específicas".

Calcula-se que 20 mil cidadãos se deslocaram da Croácia, onde 90% da população é católica, para prestigiar a visita de Francisco ao país vizinho. Além da missa assistida por dezenas de milhares no Estádio Olímpico de Sarajevo, o destaque da visita é um encontro interreligioso com representantes das comunidades muçulmana, judaica, ortodoxa e católica.

No país de 3,8 milhões de habitantes, os muçulmanos representam cerca de 40% da população, seguido pelos ortodoxos sérvios com 31%. Os católicos, quase todos croatas, respondem por apenas 10% da população bósnia, e os judeus são uma pequena minoria.

Entre 1992 e 1995, a Guerra da Bósnia causou mais de 100 mil mortes, além de deixar como refugiados ou deslocados mais de 2 milhões de pessoas, quase a metade da população do país.

CA/lusa/dpa

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