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Mundo

Papa pede perdão a povos indígenas

Em missa em San Cristóbal de las Casas, no México, pontífice denuncia séculos de exploração e exclusão social de povos indígenas. Francisco afirma que eles têm muito a ensinar sobre proteção do meio ambiente.

O papa Francisco denunciou nesta segunda-feira (15/02) a exploração e a exclusão social de indígenas. O pontífice convidou a todos a pedir perdão por esses atos, durante uma missa celebrada em San Cristóbal de las Casas, no estado de Chiapas, no México.

"Muitas vezes, de forma sistemática e estrutural, os povos indígenas foram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideraram inferiores os seus valores, a sua cultura e as suas tradições. É tão triste. Faria bem a todos fazer um exame de consciência e aprender a pedir perdão", declarou o papa.

No ano passado, o papa já havia pedido perdão pelo papel da Igreja na conquista da América Latina. Na missa, o papa também afirmou que o mundo precisa aprender com a cultura indígena e sua apreciação da natureza. Francisco afirmou que os povos indígenas podem contribuir muito com conhecimentos sobre a proteção ao meio ambiente.

"Não podemos permanecer em silêncio diante uma das maiores crises ambientais da nossa história. Nesse aspecto, vocês [comunidades indígenas] têm muito a nos ensinar", ressaltou Francisco.

Pela primeira vez, por vontade expressa do papa, a missa foi realizada nas principais línguas indígenas da região: tzeltal, tzotzil e chol. O estado de Chiapas, com 4,7 milhões de habitantes, é um dos mais pobres no México, e 36% de sua população ainda falam uma língua indígena.

Depois da missa, o papa visitou a catedral de San Cristóbal de las Casas e almoçou com grupos indígenas. Essa foi a segunda parada do pontífice durante seus cinco dias no México, segundo país com mais católicos no mundo.

Nesta terça-feira, o papa irá para Morelia, a capital do estado de Michoacán, onde é produzida a maior parte da metanfetamina traficada para os Estados Unidos.

CN/rtr/afp/lusa/ap

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