Papa pede paz à Síria em bênção de Páscoa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.04.2017
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Mundo

Papa pede paz à Síria em bênção de Páscoa

Em mensagem na Praça de São Pedro, Francisco apela pela paz no Oriente Médio e qualifica de "ignóbil" ataque contra comboio de ônibus com milhares de civis perto de Aleppo.

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Papa concede bênção Urbi et Orbi em Roma

Diante de 60 mil fiéis reunidos para a mensagem de Páscoa que precedeu a bênção "Urbi et Orbi" na Praça de São Pedro, neste domingo (16/04) no Vaticano, o papa Francisco pediu a Deus que traga "paz a todo o Oriente Médio" e que ajude aqueles que trabalham para "levar alívio e confortar a população civil na Síria", vítima de uma guerra que "não para de semear horror e morte".

Na mensagem que precede a bênção "Urbi et Orbi" (À cidade e ao mundo) e que outorga a indulgência (perdão dos pecados) para todos os fiéis que a recebam pelos diferentes meios de comunicação, Francisco falou da esperança que traz para os católicos a ressurreição de Jesus.

O líder católico pediu a Deus, durante a cerimônia transmitida por mais de 160 canais de televisão de todo o mundo, que "dê aos responsáveis das nações a coragem para evitar a expansão dos conflitos e de parar o tráfico de armas" e recordou a todos os cristãos que "Cristo Ressuscitado" é "companheiro de todos aqueles que são forçados a deixar as suas terras por causa de conflitos armados, ataques terroristas, fomes, regimes opressivos". 

Jorge Mario Bergoglio mencionou o "ignóbil ataque" deste sábado em Aleppo contra "os deslocados que fugiam, provocando numerosos mortos e deixando diversos feridos". A explosão de um carro-bomba junto a um comboio de ônibus com civis retirados de cidades sitiadas por rebeldes causou a morte de ao menos 126 pessoas, entre civis, voluntários e opositores. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a maioria das vítimas são crianças.

Regiões em crise

Sem mencionar diretamente os distúrbios na Venezuela, o Papa pediu um diálogo pacífico e constitucional entre governo e oposição, particularmente nos países latino-americanos. Francisco não se esqueceu da "Ucrânia, ainda vítima de um sangrento conflito", e pediu "que o país volte a encontrar a concórdia e acompanhe as iniciativas promovidas para aliviar os dramas dos que sofrem com as consequências".

O Papa referiu-se ainda a várias regiões em crise, "a começar pela Terra Santa, mas também Iraque, Iêmen", e recordou ainda "Sudão do Sul, Somália e República Democrática do Congo, que padecem de conflitos sem fim, agravados pela terrível fome que castiga algumas regiões de África". Neste ano, o Santo Padre pretende visitar o Sudão do Sul.

Francisco mencionou também a Europa e pediu esperança para "os que atravessam momentos de dificuldade, especialmente devido à grande falta de trabalho, sobretudo para os jovens". O Pontífice também se referiu à violência machista e aos abusos, falando dos quem "têm o coração ferido pelas violências dentro dos muros de sua própria casa".

As celebrações da Páscoa começaram na quinta-feira com uma missa e a cerimônia de lava-pés pelo Papa, sob elevadas medidas de segurança, após uma série de ataques terroristas na Europa e os recentes atentados perpetrados contra igrejas de cristãos coptas no Egito.

Neste domingo, mais de mil policiais se posicionaram ao redor da Basílica de São Pedro. Com a missa de Páscoa e a bênção "Urbi et Orbi" foram encerrados os rituais da Semana Santa.

CA/kna/efe/lusa

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