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Mundo

Papa celebra mártires cristãos em Uganda

Francisco realiza missa em santuário católico e faz homenagem a 45 mártires assassinados no país entre 1885 e 1887. Ativistas de direitos LGBT esperavam que pontífice condenasse repressão de minorias.

Em Uganda, o papa Francisco pediu neste sábado (28/11) para que fiéis sigam o exemplo de 45 mártires católicos e anglicanos que foram mortos entre 1885 e 1887 sob as ordens do rei Mwanga Buganda II, que era contra a difusão do cristianismo. Mais de 100 mil pessoas participaram da missa celebrada em um santuário católico próximo da capital, Kampala.

Vinte cinco anglicanos e 22 católicos foram mortos durante as perseguições, sendo que a maioria morreu na fogueira. "Eles fizeram isso em tempos perigosos", afirmou o papa durante a missa.

"Não foram só as suas vidas que foram ameaçadas, mas também a vida dos meninos mais jovens que estavam sob seus cuidados." Muitos mártires morreram, inclusive, para proteger a vida de rapazes de abusos por parte do rei.

Atualmente, 40% da população é formada por católicos e 30% de anglicanos. Igrejas também administram muitas escolas e hospitais em todo o país.

Direitos dos homossexuais

Os ativistas gays de Uganda tinham a expectativa que o pontífice falasse sobre os direitos LGBT e condenasse as leis repressivas contra as minorias sexuais em Uganda, apesar de a igreja católica desaprovar a homossexualidade.

O país é visto como um bastião de sentimento anti-gay desde 2013, quando tentou endurecer penas, com alguns legisladores pressionando para a pena de morte ou prisão perpétua por algumas ações que envolvem a homossexualidade.

O ativista Frank Mugisha afirmou que, caso o papa não aborde o assunto em sua visita, Francisco perderá uma oportunidade de proteger as pessoas LGBT. O Vaticano, porém, se recusou a afirmar se o papa pretende falar abertamente sobre os direitos dos homossexuais.

FC/rtr/dpa/ap/afp

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