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Mundo

Papa abre sínodo defendendo família tradicional

Em missa inaugural, pontífice prega "indissolubilidade" do casamento e condena divórcio, mas pediu compaixão para divorciados. Reunião começa um dia após padre ser demitido de seus cargos no Vaticano por se declarar gay.

Ofuscado pela declaração de um padre polonês, que afirmou ser gay, começou neste domingo (04/10) no Vaticano o Sínodo dos Bispos sobre a futura orientação da Igreja Católica em relação à família. Até o dia 25 de outubro, o Papa debate com 270 bispos de todo o mundo sobre a posição da Igreja sobre questões envolvendo casamento, divórcio e família. O sínodo começou em uma atmosfera tensa, depois que o Vaticano foi abalado na véspera, com a

declaração

do sacerdote Krzysztof Charamsa, que disse ser homossexual e fez graves acusações contra a Igreja.

O papa Francisco abriu o sínodo com uma missa, em que defendeu a "indissolubilidade" do casamento e condenou o divórcio. Ao mesmo tempo, ele pediu misericórdia em relação aos divorciados. Ele afirmou que a Igreja deve se sentir comprometida em "procurar os pares feridos e cuidar deles com o óleo do acolhimento e da compaixão". O pontífice condenou, ainda, "uma Igreja das portas fechadas, que se tornou um limite, em vez de uma ponte."

Durante a homilia, o papa Francisco reafirmou o valor do matrimônio. "Para
Deus, o casamento não é uma utopia da juventude, mas um sonho, sem o qual suas criaturas são destinadas à solidão ", disse, citando o Evangelho de Marcos, em que
Jesus afirma que "o que Deus uniu, o homem não deve separar".

O sínodo vai discutir também a posição da Igreja em relação a divorciados recasados, a união de fiéis solteiros e também ao aborto e à contracepção. A posição da Igreja em relação aos homossexuais também deve ser abordada, mas alguns clérigos pretendem excluir o assunto.

O Vaticano foi abalado na véspera da inauguração do sínodo, quando o sacerdote polonês Krzysztof Charamsa, que era membro da influente Congregação para a Doutrina da Fé, tornou pública sua homossexualidade e acusou o clero de ser "predominantemente homossexual e homofóbico". Ele classificou a atitude da Igreja em relação a homossexuais como "retrógrada".

O Vaticano respondeu com indignação e imediatamente demitiu Charamsa das suas funções na Congregação pela Doutrina da Fé. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, acusou as declarações feitas pelo padre de "graves e irresponsáveis".

MD/afp/dpa

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