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Alemanha

Papéis trocados

As reformas sociais de Gerhard Schröder continuam enfrentando resistências dentro da sua própria coalizão e entre os sindicalistas. A oposição elogia o pacote, mas não quer salvar o governo.

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Chanceler Schröder: elogios da oposição e críticas dos correligionários

A campanha eleitoral da União Democrática Cristã (CDU) para o pleito estadual de Bremen foi aberta na noite da segunda-feira (28) pelo ex-chanceler federal alemão Helmut Kohl, com um discurso de 70 minutos de duração. Um dos temas aventados por Kohl foi o programa de reformas sociais do seu sucessor Gerhard Schröder.

Segundo o ex-chefe de governo alemão, "a Agenda 2010 é um passo no caminho certo, mas ainda não é suficiente". Helmut Kohl arriscou um prognóstico: "Ela fracassará, pois não inclui problemas importantes."

A oposição é a favor do governo

Os principais partidos da oposição concordam com a avaliação feita por Helmut Kohl. Mas, mesmo considerando a Agenda 2010 como insuficiente, o Partido Liberal Democrático (FDP) mostra-se disposto até mesmo a apoiar os planos do governo na futura votação do pacote de reformas pelo Bundestag, o Parlamento Federal alemão. Pretende assim garantir a aprovação das reformas, mesmo que o governo de Berlim não consiga a maioria necessária entre seus próprios deputados.

Já entre os democrata-cristãos (CDU/CSU), maior bancada oposicionista no Bundestag, a questão é controversa. Existe concordância em que a Agenda 2010 é um passo no caminho certo, mas ela também é considerada como pouco abrangente e, assim, ineficaz. A presidenta da CDU e líder da bancada parlamentar, Angela Merkel, já deixou claro que seu partido não se dispõe a salvar a situação para o governo de Berlim. Caso Schröder não consiga o apoio dos próprios correligionários, não poderá contar com os votos dos deputados democrata-cristãos, afirmou a líder oposicionista.

A situação é contra o governo

SPD Reformen Konferenz Demonstration

Protestos contra os planos de reforma do chanceler Schröder

Na noite da segunda-feira (28), o Partido Social Democrático realizou em Bonn a primeira das suas quatro conferências regionais, visando convencer a base a apoiar a Agenda 2010 do chanceler Gerhard Schröder. O chefe de governo foi recebido com aplausos e com vaias. Da mesma forma como o seu principal crítico dentro do diretório nacional do SPD, Ottmar Schreiner. Mas em ambos os casos, as manifestações de opinião não demonstraram maior entusiasmo. O primeiro round foi vencido aparentemente por Schröder – por pontos e não por nocaute.

Os problemas do governo de Berlim com a Agenda 2010 não se restringem, contudo, ao Partido Social Democrático (SPD), presidido por Gerhard Schröder. Também no Partido Verde, o parceiro de coalizão do SPD, os planos das reformas sociais não encontram pleno apoio. A manifestação mais positiva nesse sentido foi feita pelo líder dos Verdes, Reinhard Bütikofer, segundo o qual ainda seria necessário acertar alguns detalhes, mas a Agenda 2010 não seria inteiramente rechaçada por ninguém no seu partido.

Aparentemente, um engano de Bütikofer. Pois a resistência contra os planos do governo de Berlim já começa a ser articulada por um grupo de deputados verdes, liderados por Hans-Christian Ströbele.

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