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Mundo

Palestinos celebram na Cisjordânia 25 anos de existência do Hamas

Comemoração é primeira desde 2007. Permissão pela ANP indicaria desejo de reaproximação entre radicais e moderados. Porém Hamas segue negando Israel e reivindicando toda a Palestina para os palestinos.

Vários milhares de palestinos celebraram os 25 anos de fundação da organização radical islâmica Hamas na cidade de Nablus, Cisjordânia, nesta sexta-feira (14/12). O movimento foi criado como extensão da Irmandade Muçulmana em 1987, na sequência da Primeira Intifada.

A manifestação – a primeira do gênero em cinco anos – contou com a permissão da moderada Autoridade Nacional Palestina (ANP), sob o presidente Mahmud Abbas, numa concessão incomum e interpretada por ambos os lados como indicador do desejo de reaproximação.

O Hamas e a ANP estão em conflito desde junho de 2007, quando os radicais expulsaram o partido Fatah da Faixa de Gaza, após combates violentos. Em retribuição à permissão para os festejos, o Hamas voltou a permitir manifestações do Fatah em Gaza.

Chaled Maschaal Archivbild

Líder Mechal: de volta a território palestino após 37 anos de exílio

Palestinos unidos

Os esforços por uma reconciliação avançaram desde os choques militares entre Israel e o Hamas, em novembro. No entanto, o grande obstáculo segue sendo a relação com Tel Aviv. Enquanto o partido Fatah há muito já reconheceu a existência do Estado israelense, os radicais insistem na meta de recolocar toda a Palestina, inclusive Israel atual, sob controle muçulmano palestino.

Assim os participantes da manifestação do Hamas em Nablus voltaram a carregar cartazes louvando tanto a luta dos palestinos contra Israel, na Faixa de Gaza, quanto a jihad, a "guerra santa" islâmica.

O secretário-geral do Conselho Revolucionário do Fatah, Amin Makbul, congratulou pelo jubileu o Hamas, que "deu milhares de mártires, presos e feridos pela Palestina".

Ele anunciou, além disso, um encontro no Cairo entre o presidente Abbas e o líder do Hamas, Khalid Mechal, "para concluir a reconciliação". No último sábado, na cidade de Gaza, Mechal conclamara os palestinos à unidade, seguindo, porém, inflexível no tocante ao conflito com Israel.

"A Palestina, do Rio Jordão até o Mar Mediterrâneo, e do Norte até o Sul, é a nossa terra e a nossa pátria, e jamais faremos concessões sobre nem uma polegada da nossa terra", declarou em sua primeira visita à região, após 37 anos de exílio.

AV/afp,dpa,afp,rtr
Revisão: Francis França

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