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Mundo

Palestino atropela pedestres em Jerusalém

Motorista joga carro contra grupo de pessoas, deixando cinco feridos. Polícia descreve incidente como "ataque terrorista". Cidade tem sido palco de ataques semelhantes nos últimos meses.

Um motorista palestino jogou seu carro contra um grupo de pedestres israelenses em Jerusalém nesta sexta-feira (06/03), deixando quatro policiais e um civil feridos. O grupo estava próximo a uma central das forças de segurança israelenses.

O porta-voz da polícia Micky Rosenfeld afirmou que o agressor foi ferido por tiros e está agora sob custódia. O homem também sacou uma faca, mas não chegou a fazer uso dela, disse. Outra porta-voz da polícia, Luba Samri, descreveu o incidente como um "ataque terrorista".

A polícia identificou o agressor como um palestino de Jerusalém Oriental, na faixa dos vinte anos. As autoridades disseram ser difícil evitar ataques do tipo, aparentemente executados por indivíduos sem ligação com uma organização militante.

As tensões em Jerusalém se acirraram em outubro e novembro do ano passado, com ataques praticados tanto por extremistas palestinos quanto israelenses, em alguns casos usando veículos como arma.

O ataque desta sexta-feira aconteceu nas imediações do local em que um palestino jogou seu carro contra uma plataforma de trem lotada em novembro passado e depois atacou passantes com uma barra de ferro, matando uma pessoa e ferindo 13.

OLP rompe com Israel

O atropelamento em Jerusalém vem no dia seguinte à decisão da Organização para a Libertação da Palestina de romper a cooperação com Israel na área de segurança, uma medida potencialmente explosiva para a Autoridade Palestina, asfixiada financeiramente por Israel.

Reunidos nesta quinta-feira em Ramallah, onde se localiza a sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia ocupada, 80 dos 100 membros do Conselho Central da Organização para a Libertação da Palestina, concretizaram as ameaças muitas vezes feitas, mas nunca executadas, de acabar com "a cooperação de segurança sob todas as suas formas" com Israel.

Tal cooperação é essencial para a Autoridade Palestina, entidade criada em 1994 na sequência dos Acordos de Oslo sobre a autonomia dos palestinos. Com a decisão, a OLP disse apelar ao Estado israelense para que assuma "todas as suas responsabilidades de potência ocupante" perante o povo palestino.

Mustapha Barghouthi, membro do CCOLP, afirmou: "A Autoridade [Palestina] se recusa a desempenhar qualquer papel de supletivo do ocupante israelense, que continua a colonizar os territórios ocupados e se recusa desde janeiro a entregar à Autoridade Palestina a receita de impostos cobrados em seu nome, estrangulando financeiramente uma Autoridade em crise política."

As medidas ainda têm de ser aprovadas pelo comitê executivo da OLP, que é dirigido, como a Autoridade Palestina, pelo presidente Mahmoud Abbas. A OLP não esboçou um cronograma para o fim da cooperação.

CA/ap/dpa/lusa

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