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Economia

Palavra final continua sendo de Gutenberg

As baixas vendas de e-books nos Estados Unidos e na Europa provocam pessimismo dos grandes grupos de comunicação quanto ao novo sistema eletrônico de distribuição de livros.

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O primeiro e-book, lançado em outubro de 98.

A chegada dos livros eletrônicos, os chamados e-books, fez com que muitos especialistas da área previssem o fim das leituras em papel. Uma profecia até agora errada, se levados em consideração os números do mercado.

A revolução editorial esperada pelas grandes empresas americanas do setor não passou, por enquanto, de uma expectativa frustrada. O gigante grupo de comunicação AOL-Time Warner registrou prejuízo de milhões de dólares com o negócio, mas não divulga valores exatos.

"Talvez, a última palavra realmente seja do senhor Gutenberg", lamentou o diretor comercial de livros da AOL-Time Warner, Laurence Kishbaum, referindo-se ao inventor da tipografia.

A Random House, subsidiária americana do grupo alemão Bertelsmann, é um outro exemplo de retrocesso na venda de livros digitais. Mesmo as tentativas de publicar livros exclusivamente no formato eletrônico não tiveram muito sucesso.

Preços altos – O principal motivo para o fracasso dos e-books é o alto custo dos aparelhos de leitura, vendidos na Alemanha por mais de 250 euros e, mesmo assim, ainda limitados a alguns tipos de arquivos de leitura.

Os preços dos livros também precisam tornar-se mais atrativos. O formato eletrônico é visto pela maioria dos consumidores como uma publicação de segunda categoria, como os livros de bolso, mas com os mesmos preços das edições de luxo.

Mercado próspero – Na contramão das megadecepções, algumas pequenas empresas conseguem aproveitar-se de determinados nichos de mercado para se estabelecer. O melhor exemplo são as publicações de romance, faroeste e ficção científica, escritas por autores desconhecidos, da distribuidora Hard Shell Work Factory.

A pequena empresa americana consegue vender mais de 6 mil e-books por mês. As lojas online EletricStory.com e Fictionwise.com também se destacam comercializando livros digitais a preços mais atrativos, porém a oferta é bem reduzida.

Os e-books vendidos pela internet chegam a custar até menos de um euro, mas realmente popular são os livros disponíveis gratuitamente na rede. Todos os dias milhares de internautas baixam para os seus computadores algum dos 1.600 títulos relacionados no site da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.