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Cultura

Paisagem suburbana alemã em Veneza

O pavilhão alemão da 9ª Bienal de Arquitetura de Veneza mostra intervenções arquitetônicas e urbanísticas nas zonas suburbanas.

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Alemanha na Bienal: colagem de intervenções arquitetônicas na periferia

Deutschlandschaft – um termo composto com as palavras Deutschland (Alemanha) e Landschaft (paisagem) – é o slogan da participação alemã na 9ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Tão híbrido quanto este título é o cenário em que os projetos arquitetônicos mostrados no pavilhão alemão se inserem: a zona intermediária entre cidade e campo, as periferias suburbanas que escapam a qualquer planejamento urbanístico e compõem um amálgama de construções heterogêneas e formas de ocupação diferenciadas.

Deutscher Pavillon Architektur Biennale

Desolação das periferias urbanas na Alemanha

Epicentros da periferia – A mentora do projeto Deutschlandschaft, Francesca Ferguson, curadora e fundadora da rede internacional de arquitetura e urbanismo "urban drifts", concebeu uma colagem de 38 projetos arquitetônicos que representam alguma forma de intervenção na periferia dos centros urbanos. A curadora destaca construções que colaboraram para a reativação de espaços ociosos em áreas suburbanas amorfas, tratando-as como "epicentros da periferia".

Zonas híbridas e amorfas – As bordas das cidades alemãs caracterizam-se por uma heterogeneidade sem par: resquícios de povoações medievais entremeados por imensos parques industriais, armazéns de material de construção, cemitérios, colônias de jardins privados, estufas de plantas, vias ferroviárias e conjuntos habitacionais desvinculados de qualquer estrutura urbana. Segundo Ferguson, estas zonas limítrofes foram relegadas a segundo plano pelo urbanismo oficial, até surgir uma geração de arquitetos dispostos a intervir nesta paisagem híbrida.

Bilder Deutscher Pavillon Biennale

Paschke Milohnic: idílio em meio à parafernália industrial

Acupunturas arquitetônicas – Mais do que desenvolver uma concepção urbanística para estas zonas não mapeadas, os arquitetos representados no projeto Deutschlandschaft interferem, com suas construções, de forma pontual no espaço suburbano, comentando o entorno de maneira crítica e dinamizando, portanto, a desolação desses espaços intermediários. É o que Ferguson chama de "acupunturas arquitetônicas". Seja através do reaproveitamento de construções industriais pré-existentes, da paródia de formas de construção tipicamente suburbanas ou do esboço de formas de habitação utópicas, todos os arquitetos em questão têm a preocupação de partir das idiossincrasias do espaço suburbano, sem tentar maquiá-las.

Moradias utópicas – Modelos de moradia alternativos são de grande interesse entre os arquitetos. Em Loftcubes (2002), Werner Aisslingen (42) construiu protótipos de unidades habitacionais móveis, a serem transportadas de helicóptero ou de guindaste até o topo de edifícios e acopladas à sua infra-estrutura de abastecimento. No projeto Construção sem autorização de construir, o arquiteto Benjamin Foerster-Baldenius (1968) cria moradias a partir de formas de edificação que por lei podem ser construídas dentro de colônias reservadas a jardins particulares ( Schrebergarten), amalgamando uma escultura, um caramanchão e uma estufa de plantas. O escritório berlinense Grüntuch Ernst planejou uma cidade aquática ( Wasserstadt) com casas flutuantes numa península entre o Rio Spree e o Lago Rummelsburg, em Berlim.

Deutscher Pavillon Architektur Biennale

Bayeruhrig / Goeppner: hermetismo das fachadas mimetiza galpões e depósitos periféricos

Metamorph - Com o projeto Deutschlandschaft, a Alemanha tematiza em Veneza um fenômeno urbanístico típico do país, comentando à sua moda a tônica desta bienal de arquitetura: Metamorph. Nesta edição do evento, o curador Kurt W. Forster deixou de lado o racionalismo de ângulos retos da arquitetura moderna e destacou formas mais orgânicas de construção e experimentos com temporalidade e efemeridade, apresentando novas perspectivas para a arquitetura numa época de transformação acelerada.

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