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Alemanha

Padronização do ensino em resposta ao estudo Pisa

Os secretários estaduais da Educação decidiram introduzir padrões nacionais para o ensino médio. A medida é uma resposta à péssima qualificação dos alunos alemães no estudo internacional Pisa.

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Domínio básico do PC está incluído nos padrões

Reunida na quinta-feira (04), em Bonn, a Conferência dos Secretários Estaduais da Educação (KMK) resolveu introduzir padrões para o ensino médio na Alemanha. Trata-se de uma medida inédita num país em que os estados defendem com unhas e dentes a soberania que lhes é atribuída, dentro do federalismo alemão, em questões de educação e cultura.

A decisão reflete o impacto criado no país pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que atestou aos alunos alemães um péssimo desempenho em comparação com os de outros países industrializados. A divulgação dos resultados, dois anos atrás, deixou o país em estudo de choque, colocando o ensino no centro dos debates e das prioridades nacionais.

O que o aluno precisa saber

Os padrões agora aprovados pela KMK estabelecem o que o aluno precisa saber, no final do ano letivo, numa determinada disciplina. Por enquanto vão ser introduzidos, já a partir do próximo ano letivo, que se inicia na Alemanha em meados de 2004, padrões em alemão, matemática e uma língua estrangeira (quase sempre o inglês) para os alunos que concluem o ensino médio obrigatório, ou seja, a 10ª série.

No idioma materno, por exemplo, eles devem ser capazes de participar de maneira construtiva numa conversa, buscar informações de que necessitem por meio de perguntas adequadas, saber defender suas próprias idéias a respeito de um assunto em discurso livre, bem como estruturar e escrever um currículo em caligrafia legível.

Entre os padrões médios em matemática, está o domínio das propriedades das quatro operações fundamentais, de algoritmos e construções geométricas. No idioma estrangeiro, o aluno deve ser capaz de se expressar basicamente sobre assuntos do cotidiano e relativos a atividades profissionais. Entre as habilidades a serem dominadas também está o manejo do computador e de programas básicos.

Não se trata, acentuaram os secretários estaduais, de introduzir padrões mínimos e sim aquilo que os alunos devem dominar em média em todo o país. Uma das metas aí embutidas é tornar os certificados de conclusão comparáveis entre si, considerando que atualmente há grandes diferenças de um Estado para outro.

Acompanhamento e controle

A observação dos padrões estabelecidos deverá ser controlada nas 16 unidades federadas a partir de 2006. Para tanto, os estados vão criar uma agência de qualidade do ensino anexa a uma escola superior, que terá, entre suas tarefas, o acompanhamento científico do procedimento. Mais tarde, serão introduzidas provas unificadas, em que o domínio dos padrões será examinado.

A decisão da KMK foi basicamente bem recebida, como "um importante passo à frente", como expressou a ministra da Educação, Edelgard Bulmahn. Mas a presidente do sindicato do setor educacional GEW, Eva-Maria Stange, alerta que os padrões não podem ser vistos como uma panacéia. "O que precisa ser examinado é o sistema de ensino, e não o desempenho individual dos alunos".

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