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Alemanha

Padre espanhol assume homossexualidade

A Igreja Católica repreende a atitude do padre e ameaça destitui-lo da função de vigário. Os paroquianos, contudo, não se sentiram chocados com as revelações do sacerdote.

O padre espanhol José Mantero admitiu que é homossexual, numa entrevista concedida à revista gay Zero . A verdade nua e crua causou polêmica na Espanha e poderá lhe custar o cargo de vigário. O padre, de 39 anos, é o primeiro da história da Igreja Católica da Espanha a assumir publicamente a sua homossexualidade.

As críticas da Igreja Católica chegaram imediatamente. "A homossexualidade é um pecado", censurou o bispo Juan José Asenjo, da Conferência de Bispos espanhola. José Gea Escolano, bispo de Mondonedo-Ferrol, classifica os gays como "doentes" e os compara a surdos e mudos que possuem "erros de natureza". O Bispado de Huelva, no sul da Espanha, foi porém mais incisivo. Segundo reportagem do jornal El Pais, o padre irá perder o seu cargo de vigário.

Sem meias verdades, José Mantero já tinha admitido a sua preferência sexual a um oficial das Forças Armadas, há três anos. Durante a confissão, contou a história da sua iniciação sexual aos 12 anos e que, aos 31, se apaixonou por um homem.

Paroquianos compreensivos

A novidade não abalou a pequena população de Valverde del Camino, a paróquia de José Mantero. Os fiéis afirmam que o padre jamais tratou de sexo em seus sermões e que "nenhum outro padre que passou pela paróquia foi tão bom quanto ele".

A revista Zero repreendeu a Igreja Católica por não assumir que tem aumentado o número de padres homossexuais. No ano passado, surgiram boatos de casos de homossexualidade no mosteiro de Montserrat, no nordeste da Espanha. Carlos Alberto Biendicho, diretor de uma associação de homossexuais, revelou ter tido relações sexuais com estudantes de teologia, que hoje são monges do mosteiro.