Pacotes europeus anticrise põem em risco a estabilidade do euro | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 21.01.2009
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Economia

Pacotes europeus anticrise põem em risco a estabilidade do euro

Os pacotes que vários países europeus lançaram para combater a crise econômica estão ajudando a elevar as dívidas públicas e colocando em risco a estabilidade do euro.

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Escultura representa o euro diante da sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt

O crescente endividamento público, uma decorrência dos bilionários planos conjunturais de combate à crise econômica, coloca em risco a estabilidade do euro e preocupa os ministros das Finanças dos países da União Europeia (UE).

No próximo ano, dois terços dos 27 países-membros poderão estar em desacordo com as regras do Tratado de Maastricht, afirmou o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, após encontro dos ministros das Finanças do bloco em Bruxelas nesta terça-feira (20/01).

O Tratado de Maastricht, que introduziu o Pacto de Estabilidade do euro, prevê um déficit público anual máximo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para todos os membros da União Europeia, numa tentativa de assegurar a estabilidade da moeda comum europeia.

Dívida pública

Steinbrück defendeu em Bruxelas um plano europeu de caráter obrigatório para diminuir as dívidas públicas. O ministro alemão se declarou ainda favorável a procedimentos disciplinares contra os países que ultrapassarem o limite de 3%.

A punição está prevista no Tratado de Maastricht. O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, adiantou em Bruxelas que nos próximos meses serão abertos processos contra seis ou até oito países.

A situação mais grave é a da Irlanda, cujo governo espera para 2009 um déficit público de 11% do PIB, quase quatro vezes superior ao limite máximo, de 3%. O Reino Unido, que não adota o euro, prevê um déficit público de 8,8%, segundo a Comissão Europeia. Também a Itália e a Espanha enfrentam o mesmo problema.

Empréstimos com juros elevados

Os ministros também se mostraram preocupados com as crescentes taxas de juros que os países fortemente endividados estão pagando para captar recursos. A agência de classificação de risco Standard & Poors baixou recentemente as notas soberanas da Espanha e da Grécia e colocou sob revisão as de Portugal e Irlanda.

Essa situação obriga os governos espanhol e grego a pagar juros maiores pelos seus empréstimos, o que por sua vez eleva as dívidas públicas dos dois países. A Grécia, por exemplo, precisa pagar 2,7 pontos percentuais a mais de juros do que a Alemanha para empréstimos de dez anos.

Para 2009, a Comissão Europeia projeta uma forte recessão, com um recuo de 1,8% no PIB da UE. Para a zona do euro, a queda é estimada em 1,9%. Em dezembro, os países-membros lançaram um pacote de 200 bilhões de euros para estimular a economia. Somente a Alemanha responde por 80 bilhões de euros.

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