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Mundo

Países ocidentais divergem sobre acordo nuclear com Irã

Exigências da França para limitar enriquecimento de urânio e suspender construção de reator de plutônio criam obstáculo para avanço das negociações entre Irã e países ocidentais.

As negociações sobre o programa nuclear do Irã esbarraram num impasse e foram interrompidas neste sábado (09/11), diante da exigência da França que Teerã limite o grau de enriquecimento de urânio e suspenda a construção de um controverso reator para produção de plutônio. "Estes são pontos absolutamente importantes para nós", afirmou o ministro francês do Exterior, Laurent Fabius.

A exigência acabou emperrando o avanço das conversas neste terceiro dia de reuniões em Genebra. As negociações entre os ministros dos países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (Reino Unido, Estados Unidos, China, França e Rússia) mais a Alemanha – o chamado Grupo 5+1 – tinha como objetivo chegar a um acordo para congelar o programa nuclear iraniano e suspender as sanções econômicas sobre o país.

Genf Atomgespräch Iran Frankreich Außenminister Laurent Fabius

Laurent Fabius: acordo precisa considerar enriquecimento de urânio e reator para produzir plutônio

Antes do encerramento das conversas, o presidente iraniano, Hassan Rohani, havia declarado que a comunidade internacional deveria usar aquela "chance única" de superar a questão nuclear envolvendo o Irã. "Esperamos chegar a resultados positivos, dentro de diretrizes razoáveis", disse Rohani.

Em entrevista a uma rádio francesa durante a fase de conversas, o ministro Fabius afirmou que havia pelo menos duas divergências entre os países ocidentais e as autoridades iranianas. Uma delas se refere ao futuro reator de Arak, o qual, segundo Fabius, conseguirá produzir anualmente plutônio suficiente para várias armas nucleares. Além disso, o Irã também está sendo pressionado a reduzir de 20% para 5%o percentual de urânio de boa parte de seus estoques.

Primeiro acordo em 10 anos

Ainda na sexta-feira, as negociações entre o Grupo 5+1 e o Irã se mostravam propensas a convergir num primeiro acordo – o primeiro em mais de uma década – para congelar o programa nuclear iraniano. Os países ocidentais temem que este tenha como foco a produção de armas nucleares. O governo em Teerã, porém, nega veementemente esta hipótese, garantindo que seu programa é desenvolvido para fins pacíficos.

O vice-ministro iraniano do Exterior, Abbas Araghchi, foi um dos primeiros a levantar a possibilidade de adiar o acordo. "As negociações não continuarão amanhã, nem serão concluídas nesta noite, nem haverá um novo encontro", afirmou.

Diplomatas que acompanham o desenrolar das conversas afirmaram que o acerto de concessões por ambos os lados vem sendo a parte mais difícil do processo, uma vez que antigas desconfianças mútuas precisam ser superadas.

MSB/dpa/ap

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