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Economia

Países emergentes terão mais peso nas decisões do FMI

Se acordo fechado em 2010 entrar em vigor, participação de países emergentes e em desenvolvimento nas decisões do Fundo Monetário Internacional deve chegar a 45%. Decisão ainda depende dos EUA e da União Europeia.

A reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que começa nesta terça-feira (09/10) em Tóquio, no Japão, vai ser decisiva para os países emergentes. Nela, espera-se que a redivisão do peso dos votos dos países-membros seja finalmente colocada em prática e, desta forma, as nações emergentes e em desenvolvimento tenham maior peso nas decisões do Fundo.

Caso o acordo fechado em 2010 pelo G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta) seja colocado em prática, a soma do peso dos votos dos países emergentes e em desenvolvimento deve aumentar 6% e chegar a quase 45% do total.

Assim, o peso do voto chinês deve ser dobrado e, pela primeira vez, Brasil e Índia vão estar entre os dez maiores países-membros do FMI. O voto do Brasil deve aumentar 58,1% e passar de 1,40% para 2,22%. Já a Índia terá um acréscimo de 37,1% e passará de 1,92% para 2,63%.

Com isso, a combinação da porcentagem de votos dos Estados Unidos – que continuam com maior peso dentro do Fundo, com cerca de 16,5% – e da União Europeia ficará, pela primeira vez, abaixo dos 50%. O direito de voto da Alemanha vai diminuir irrisoriamente, de quase 6% para 5,3%.

Logo vom Jahrestreffen des IWF und der Weltbank Tokio Tokyo International Forum

Economia mundial ainda está rodeada de incertezas

Porém, para entrar em vigor, a decisão depende ainda da ratificação dos Estados Unidos e da União Europeia. Por causa da disputa eleitoral nos EUA - maior acionista do FMI -, o congresso norte-americano ainda não conseguiu analisar o tema. Os europeus, por sua vez, também não preencheram todas as obrigações.

Em discurso no Instituto Peterson em Washington, nos Estados Unidos, a chefe do FMI, Christine Lagarde, afirmou que não vai poupar esforços para que os países-membros do Fundo honrem em Tóquio os compromissos assumidos em 2010.

Quebra-cabeça

O encontro anual do FMI e do Banco Mundial em Tóquio é o momento para realizar um balanço do panorama econômico internacional. De acordo com Christine Lagarde, a economia mundial ainda está rodeada de incertezas e não chegou exatamente aonde deveria estar. "A situação pode ser comparada a um quebra-cabeça: muitas peças se encaixam, mas a grande figura ainda está longe de ficar pronta."

Para a chefe do FMI, a Europa continua sendo o epicentro da crise global, e o ritmo lento das reformas no continente estaria entre os motivos para isso. Desta forma, o FMI deverá revisar mais uma vez para baixo a sua perspectiva de crescimento da economia global nesta terça-feira ao divulgar o relatório "Panorama Econômico Mundial". O Fundo já havia, em julho, corrigido suas estimativas de crescimento do ano de 2012 para 2,5%, e de 2013, para 3,9%.

O FMI pretende se preparar, ainda em Tóquio, para suas próximas tarefas, tais como uso de um instrumento melhor de análise, sistema de alerta precoce, melhor rede de segurança para o mercado financeiro mundial e também reforma das instituições do FMI.

Preocupações

Christine Lagarde, afirmou que há alguns temas em aberto e que deverão ser discutidos em Tóquio, tais como o desenvolvimento desigual na zona do euro, problemas orçamentários dos países do bloco europeu e a morna recuperação econômica dos EUA.

O fraco crescimento dos países emergentes, a preocupação dos países em desenvolvimento com a explosão nos preços dos alimentos e a forte variação dos preços das matérias-primas, aliados à crescente frustração no Oriente Médio, devem render muitas discussões.

Ao mesmo tempo, Lagarde elogia as medidas dos bancos centrais, principalmente da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, por ajudarem a estabilizar a fraca conjuntura com intervenção na política monetária.

Essas medidas teriam desempenhado um importante papel em proteger a economia mundial de uma grande recessão. Agora a política tem a missão de prosseguir com a recuperação do setor financeiro e lutar contra as altas taxas de desemprego e o massivo endividamento dos orçamentos dos países.

FC/dw/rtr
Revisão: Francis França

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