Países do euro anunciam ação conjunta contra a crise financeira | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 12.10.2008
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Economia

Países do euro anunciam ação conjunta contra a crise financeira

Líderes da zona do euro anunciam medidas para proteger seus bancos e garantir empréstimos interbancários. Pacote alemão deve chegar a 400 bilhões de euros e ser aprovado em uma semana.

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Encontro em Paris foi convocado por Sarkozy (c) e reuniu líderes da zona do euro

Os 15 países da zona do euro chegaram neste domingo (12/10) em Paris a um acordo sobre um plano de ação conjunta para enfrentar a crise financeira. Segundo o presidente da França, Nicolas Sarkozy, os chefes de Estado e de governo se comprometeram a evitar a quebra de instituições bancárias e a salvar bancos ameaçados por meio da injeção de dinheiro.

Outro compromisso prevê garantias estatais para os empréstimos interbancários, cuja estagnação é uma das principais causas da crise. "Trata-se de uma ação conjunta. O plano engloba todos os aspectos da crise financeira", disse Sarkozy.

As decisões tomadas em Paris deverão ser discutidas ainda esta semana num encontro de cúpula dos 27 países-membros da União Européia. Alemanha e França anunciaram para esta segunda-feira medidas próprias para implementar o plano acertado na capital francesa. Outros países europeus farão mesmo.

Plano britânico é base

Segundo um documento preliminar entregue à imprensa antes do início do encontro (e que serviu de base para os debates), os 15 países da zona do euro se comprometem a evitar a quebra de instituições financeiras mesmo que para isso seja necessária a injeção de dinheiro público, o que na prática pode significar a estatização parcial de bancos.

Caso um governo disponibilize recursos para salvar uma instituição financeira, esta terá de implementar um projeto adequado de reestruturação, afirma o documento. O projeto dos países da zona do euro se baseia no pacote adotado pelo governo britânico e prevê ações conjuntas "firmes e amplas".

O documento diz ainda que os países da zona do euro vão reavivar o mercado de empréstimos interbancários, estagnado desde o início da crise financeira. A idéia é que, até o final de 2009, os Estados avalizem os empréstimos interbancários com vencimento de no máximo cinco anos.

Pacote alemão de 400 bilhões de euros

Ao final do encontro em Paris, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, confirmou que nesta segunda-feira serão conhecidos os detalhes do plano de ajuda ao sistema financeiro do governo alemão. "Faremos isso junto com a França", disse.

O pacote que o governo alemão preparou neste final de semana deve disponibilizar 400 bilhões de euros, segundo declarou neste domingo o presidente da Comissão Orçamentária do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), Otto Fricke, do Partido Liberal Democrático (FDP).

O pacote deverá ser analisado pelo gabinete de governo nesta segunda-feira e depois seguir para a aprovação do Bundestag e do Bundesrat, as duas câmaras do Parlamento alemão. Segundo declarações de Fricke ao jornal Kölner Stadt-Anzeiger , o plano prevê um crédito de 300 bilhões de euros para o fortalecer os empréstimos interbancários e outros 100 bilhões de euros para a recapitalização das instituições bancárias.

De acordo com Fricke, isso não significa que o Estado alemão tenha de fato de arcar com uma despesa de 400 bilhões de euros. "Pode ser que, ao final, nada seja necessário", salientou. Ele disse que o pacote deverá ser aprovado pelo Parlamento até o final desta semana.

Apoio internacional ao plano do G7

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou sábado à noite que apóia o plano do G7 para combater a crise financeira mundial e garantiu que disponibilizará recursos para os países mais afetados. Importantes economias emergentes, como o Brasil, a China e a Índia, afirmaram após uma reunião extraordinária do G20 que desejam contribuir para a estabilização dos mercados.

"A primeira coordenação entre os países industrializados e o resto do mundo foi posta nos trilhos", disse o diretor executivo do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Ele se declarou otimista e disse acreditar que o mercado financeiro mundial reagirá de forma positiva nos próximos dias.

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