Países do BRIC vão impulsionar exportações alemãs em 2010 | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 05.02.2010
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Economia

Países do BRIC vão impulsionar exportações alemãs em 2010

Depois da fase de retração mundial, Alemanha deve voltar a exportar mais neste ano. Brasil, Rússia, Índia e China devem se estabelecer como importantes parceiros comerciais dos alemães, preveem analistas.

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Mercadorias para exportação em Hamburgo

A severa crise financeira atingiu em cheio os países industrializados. Já as economias emergentes se mostraram mais resistentes. No entanto, isso não quer dizer que os mercados dos tradicionais importadores – Europa Ocidental e os Estados Unidos – devam ser menosprezados.

Os países conhecidos como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) assim como Arábia Saudita e Turquia devem oferecer boas chances de negócio para as empresas alemãs neste ano. Em 2009, a China foi o único país onde as exportações alemãs conseguiram aumentar.

"Isso se aplica especialmente às máquinas de ferramentas, embalagens e impressão, assim como as de lâminas de metal. Também fabricantes de máquinas para têxteis e para produção de plásticos devem faturar. E a indústria exportadora será revitalizada", analisa Michael Pfeiffer, especialista do escritório alemão Germany Trade & Invest, antiga Agência Federal de Exportação.

Na visão de Pfeiffer, ao lado da China, a Índia também tem potencial para importar mais produtos alemães. Em 2009, ano da crise, os negócios com a Índia encolheram apenas 5%, enquanto as perdas globais chegavam a 20%. O país tem a intenção de investir 200 bilhões de dólares em infraestrutura nos próximos anos. Além disso, assim como a China, a Índia pretende investir em tecnologia ambiental e de reciclagem.

Líder em tecnologia ambiental

"As informações que temos, e que também estão disponíveis no plano de investimento, mostram que países com forte economia estatal, e que têm um passado de poucas condicionantes ambientais, estão se preocupando mais com esse assunto agora. Isso vale pra China, Rússia, onde há uma preocupação em economizar gastos como energia", diz Pfeiffer.

O know-how em proteção ao meio ambiente é um dos grandes produtos de exportação da Alemanha. Segundo a análise da Germany Trade & Invest, as empresas estrangeiras estão cada vez mais interessadas no que a Alemanha tem a oferecer.

O especialista destaca que muitos investidores visitam o país e fazem negócios internacionais – por isso a fama da Alemanha em ser líder nesse segmento. "Isso não significa apenas que o país esteja cheio de encomendas, mas que as empresas estrangeiras visitam a Alemanha, porque a tecnologia daqui pode ser usada lá fora."

Solarturmkraftwerk Jülich

Alemanha é famosa por exportar tecnologia verde

Parceiros em potencial

Graças a seu ambicioso programa de modernização, a Rússia também oferece atrativos para as indústrias de exportação – o país precisa agora de máquinas e equipamentos.

Menos dependência das exportações tem a economia brasileira, já que o país demonstrou não ter sofrido tantos abalos com a crise. Mas a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 vão exigir impulso no ramo da construção.

África e Oriente Médio

Do lado oriental, a Arábia Saudita deve investir bilhões para desenvolver sua indústria e, assim, diminuir a dependência do petróleo.

Segundo a pesquisa realizada pela Germany Trade & Invest, os fabricantes alemães de máquinas têm boas chances na Turquia: o país tem se mostrado um parceiro estável. Em 2010, a previsão é que a economia turca cresça 3,5%.

Segundo a análise de Pfeiffer, há boas expectativas de negócios também com a África e com o Oriente Médio. O Egito deve fortalecer a indústria automotiva e a Líbia demonstra que vai aumentar o volume de importações de produtos alemães.

"Para empresas alemãs, o Norte da África é muito interessante, e lá nos somos bastante ativos, e também na África do Sul – onde haverá a Copa do Mundo. E depois do Campeonato Mundial, o país terá uma atmosfera positiva, como aconteceu com a Alemanha na Copa de 2006, e isso deve provocar um impulso nas empresas para investir mais na África", finaliza Pfeiffer.

Monika Lohmüller (np)

Revisão: Carlos Albuquerque

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