Países desenvolvidos concordam em cortar déficits | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 27.06.2010
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Economia

Países desenvolvidos concordam em cortar déficits

Angela Merkel anuncia acordo entre países desenvolvidos no G20. Nações ricas se comprometem a cortar deficits pela metade até 2013. Cúpula começou em noite violenta, com confrontos entre policiais e manifestantes.

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Confrontos marcaram abertura do encontro

Os líderes dos 20 países mais poderosos do mundo desenvolvido e de economias emergentes concordaram que os países ricos devem cortar pela metade seus déficits públicos até 2013. Também aceitaram evitar fazer novas dívidas até 2016, segundo afirmou a chanceler federal alemã Angela Merkel neste domingo (27/6) durante a cúpula do G20, no Canadá.

A abertura do encontro, no sábado, foi em parte ofuscado por uma disputa entre Europa e Estados Unidos sobre se os países ricos devem cortar seus déficits ou estimular o crescimento econômico.

Merkel afirmou que os líderes aprovaram durante o jantar no sábado a proposta canadense, que inclui como meta para as "economias avançadas" cortar pela metade seus déficits até 2013.

"Isso será parte da declaração final (do encontro)", assegurou a chefe de governo alemã. "Para ser honesta, é mais do que eu esperava, porque é muito específico e foi aceito por todas as nações industrializadas. Acho que é um sucesso," acrescentou.

Mais de 400 presos em protestos violentos

Após manifestações inicialmente pacíficas contra a cúpula do G20 em Toronto, no Canadá, mais de 400 pessoas foram presas depois de uma série de confrontos.

Manifestantes incendiaram carros de polícia e atacaram lojas do comércio. Pela primeira vez na história da cidade, as forças de segurança empregaram gás lacrimogêneo contra manifestantes. Outros incidentes isolados foram verificados até a madrugada deste domingo (27/6).

Um grupo de cerca de 100 ativistas, muitos deles mascarados, atirarou pedras e garrafas contra os policiais que isolaram o centro de conferências do encontro. Ao todo, cerca de 19 mil policiais foram mobilizados para os encontros de cúpula do G8 e G20. "Nunca vimos um grau tão alto de violência e criminalidade desenfreada em nossas ruas", afirmou o chefe de polícia local, William Blair.

Protestos começaram pacíficos

G20 G8 Gipfel Proteste Toronto

Pela primeira vez a polícia de Toronto usou gás lacrimogêneo

Os protestos começaram pacificamente. Uma grande passeata marchou desde o parlamento local, em Queenspark através do centro da cidade. Entre eles estavam ativistas antiglobalização, ambientalistas, sindicalistas e grupos pelos direitos das mulheres.

"Resistam contra a guerra contra os pobres, deixem os ricos pagarem", dizia o slogan. Também participaram da manifestação diversos grupos de exilados que vivem no Canadá, que protestaram contra os abusos contra os direitos humanos ou outras injustiças em seus países natais.

Os manifestantes dispostos à violência se destacaram da passeata e marcharam contra a cerca de segurança que isola o centro de convenções onde ocorrem as reuniões dos líderes mundiais. No caminho, estilhaçaram vitrines, principalmente de lojas de empresas multinacionais.

Discordância permanece sobre incentivos à economia

A cúpula do G20 no Canadá começou na noite de sábado, tendo a crise econômica como o principal tema. Os participantes não conseguiram, entretanto, chegar a um consenso sobre uma estratégia única para incentivar o crescimento da economia.

Enquanto os Estados Unidos insistem na importância de programas de auxílio ao crescimento, outros países temem um aumento da crise através do endividamento público, como na Grécia, preferindo medidas de contenção e aumento de impostos.

MD/ap/dpa

Revisão: Nádia Pontes

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