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América Latina

Países da OEA não chegam a consenso sobre Venezuela

Ministros das 34 nações da Organização dos Estados Americanos divergem sobre resolução crítica ao governo de Maduro. Representante venezuelana abandona reunião e diz que país não reconhecerá futuras declarações do grupo.

Reunião da OEA em Cancún

No total, vinte países votaram a favor da resolução, três a menos que o mínimo necessário para aprovação

Os ministros do Exterior presentes na 47ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), iniciada nesta segunda-feira (19/02) em Cancún, no México, não conseguiram chegar a um acordo sobre uma resolução crítica ao governo da Venezuela, enquanto prosseguem em Caracas os violentos protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

O presidente da Assembleia Geral, o ministro do Exterior da Guatemala, Carlos Morales, suspendeu a sessão em que era discutida uma declaração conjunta sobre a situação na Venezuela, afirmando que os ministros dos 34 países da OEA retomarão as discussões em outra data, não especificada.

"Não quero que nosso hemisfério se divida ainda mais", afirmou Morales. "Precisamos buscar soluções, continuar o diálogo e o único modo de fazê-lo é manter essa sessão em aberto sem uma data determinada", explicou.

O México, os Estados Unidos e outros países vêm tentando convencer os membros da OEA a adotar uma resolução contra Caracas, ainda que em tom atenuado após a resistência de alguns aliados do governo de Maduro.

No total, vinte países votaram a favor da declaração conjunta, três a menos que o mínimo necessário para a aprovação do texto. A Venezuela, que anunciou que deixará a OEA, se absteve da votação. Houve ainda oito abstenções e cinco rejeições.

"Não reconhecemos este encontro e tampouco reconhecemos as resoluções que venham dele", disse a ministra venezuelana do Exterior, Delcy Rodríguez, antes de abandonar a reunião.

Ao menos 72 pessoas morreram nos dois meses de conflitos entre manifestantes e as forças de segurança venezuelanas, enquanto o país enfrenta escassez de bens essenciais.

"A Venezuela precisa de um canal de ajuda humanitária internacional que forneça medicamentos e alimentos à população", declarou Luis Almagro, secretário-geral da OEA.

Almagro pediu um cronograma para eleições na Venezuela, além da libertação de presos políticos, respeito e autonomia à Assembleia Nacional e um Judiciário independente.

RC/dpa/efe/rtr

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