Países com unidades da GM discutem procedimento alemão no caso Opel | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 29.05.2009
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Economia

Países com unidades da GM discutem procedimento alemão no caso Opel

Encontro de emergência de países-membros da União Europeia onde existem subsidiárias da montadora norte-americana General Motors começou em Bruxelas com duras críticas ao governo alemão.

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Europeus temem que nova empresa seja controlada só por GM e alemães

A convite da Comissão Europeia, países-membros onde há unidades da General Motors (GM) se reuniram nesta sexta-feira (29/05), em Bruxelas. "Nós exigimos uma solução europeia, em vez de nacional", declarou o ministro da Economia da Bélgica, Vincent van Quickenborne, em alusão às discussões em Berlim sobre o futuro da Opel.

O governo da região de Flandres, onde se localiza a unidade da Opel da Antuérpia, advertiu até mesmo de uma "atitude nacionalista" nos planos de salvação da montadora. "Tememos a formação de uma nova empresa, na qual somente a General Motors norte-americana e o governo alemão terão participação, a qual possivelmente controlará as unidades em todos os países", afirmou a ministra da Economia de Flandres, Patricia Ceysens.

A ministra da Indústria da Suécia, Maud Olofsson, acusou o governo em Berlim de não informar adequadamente os países atingidos sobre suas negociações com a matriz norte-americana da Opel. Desde março último, os países-membros da UE se comprometeram a informar-se mutuamente sobre os planos de ajuda à montadora.

"Troca de informações e de coordenação"

Arbeiter im Opelwerk Eisenach

Opel produz em diversos países da UE

Entre as subsidiárias da GM na Europa estão a Vauxhall britânica, a Saab sueca e a Opel alemã, cujos modelos também são montados em fábricas na Bélgica, Espanha e Polônia.

O presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, convocou a reunião de emergência em Bruxelas para "troca de informações e de coordenação" entre os representantes dos países-membros afetados com uma possível insolvência da GM.

Pöttering afirmou que decisões em nível nacional, da Alemanha ou de qualquer outro país, não devem levar a distorções de concorrência entre os países-membros da União Europeia. "Tampouco queremos que postos de trabalho na Alemanha sejam ameaçados por decisões em outros países."

Alemanha bastante afetada

O representante da Alemanha no encontro, Peter Hinze, vice-ministro da Economia, rebateu as críticas de que seu país estaria agindo de forma unilateral no caso da Opel. Hinze afirmou que o empenho é no sentido de uma solução europeia. "Tomamos a iniciativa porque nós na Alemanha somos bastante afetados. Mas o que estamos fazendo agora serve à Europa como um todo", afirmou.

Segundo o vice-ministro, a distribuição do empréstimo temporário que a Opel está negociando com o governo alemão será feita independentemente da localização das unidades. Berlim estaria agindo "completamente de acordo com o direito europeu", assegurou Hinze.

Rebatendo as críticas de falta de informação, Peter HInze declarou que o Ministério alemão da Economia prestou informações a todos os embaixadores de países europeus com unidades da GM, nesta quinta-feira, em Berlim.

Arrefecimento de ânimos

Após a reunião em Bruxelas, o ministro belga da Economia mostrou-se aliviado pelo fato de o planejado empréstimo à Opel ser também destinado a "todas as fábricas existentes". O ministro belga salientou, todavia, que a instituição que assumir a Opel de forma fiduciária não deve somente ser controlada pela GM e pelo governo alemão.

A reunião também conseguiu acalmar a ministra sueca da Indústria, que na noite anterior criticara duramente a política de informação do governo em Berlim. Depois do encontro, Maud Olofsson afirmou: "Recebemos agora boas informações do lado alemão".

CA/ap/afp/dpa
Revisão: Augusto Valente

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