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Ciência e Saúde

Países chegam a consenso ao fim da Conferência do Clima em Lima

Os mais de 190 participantes da cúpula terão que apresentar planos nacionais com compromissos para reduzir emissão de gases. Propostas formarão base de acordo final que será fechado em Paris em 2015.

Os mais de 190 países que participaram da 20ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 20), em Lima, concordaram neste domingo (14/12) que todos terão que aprovar medidas concretas para combater o aquecimento global, que servirão de base para um plano global a ser definido no ano que vem.

De acordo com o documento final da cúpula, intitulado "A chamada à ação de Lima", todos os países terão que apresentar planos nacionais à ONU até 31 de março de 2015. Eles terão que prever compromissos "quantificáveis", "ambiciosos" e "justos" de redução de gases de efeito de estufa, além de informações detalhadas das ações para se obter a diminuição.

Os planos nacionais formarão a estrutura de um acordo global previsto para ser fechado em uma nova cúpula em 2015, em Paris, mas que deverá entrar em vigor apenas em 2020.

Concordou-se, ainda, que a Secretaria da Convenção da Mudança Climática irá analisar o impacto dessas contribuições nacionais para verificar se são suficientes para que a temperatura do planeta não aumente mais do que dois graus no final deste século.

O inédito acordo foi divulgado em meio a críticas de ambientalistas sobre a necessidade de ações mais firmes para reduzir os índices de emissão de gases do efeito estufa. Para organizações, o texto final da COP 20 traz uma lista de propostas não-vinculativas e também deixa algumas brechas.

UN-Weltklimakonferenz in Lima

Impasses acabaram prolongando a cúpula em Lima, no Peru, por mais de 30 horas

Longas negociações

A falta de consenso acabou prolongando os trabalhos por mais de 30 horas. O texto final foi assinado na madrugada neste domingo em Lima após uma maratona de conversas durante dois dias ininterruptos, em negociações que entraram madrugadas.

No sábado à noite os diálogos chegaram a ser interrompidos, e foram feitos apelos por parte de alguns participantes, especialmente dos Estados Unidos, para continuarem buscando um acordo global em defesa da Terra.

A discussão de questões que geraram maior impasse acabou sendo adiada para o ano que vem. "Muita coisa permanece para ser feita em Paris no próximo ano", afirmou o ministro francês do Exterior, Laurent Fabius.

O acordo agradou países emergentes, como China e Índia, preocupados com propostas anteriores que, segundo eles, iriam impor medidas muito pesadas a países emergentes em comparação aos ricos, no esforço internacional para responder às mudanças climáticas.

"Conseguimos o que queríamos", disse o ministro indiano do Desenvolvimento, Prakash Javedekar, afirmando que o acordo em Lima preserva a noção de que os ricos precisam guiar o caminho para corte de emissões

Os países desenvolvidos comprometeram-se a reduzir as emissões e a contribuir com 100 bilhões de dólares de ajuda anual aos países do Sul, até 2020.

A conferência em Lima, que começou no dia 1º de dezembro, deveria ter terminado na sexta-feira, com os representantes dos mais de 190 países presentes apresentando um esboço para o novo acordo, que irá substituir o Protocolo de Quioto (1997). O objetivo é construir uma fórmula para ser usada nos próximos 25 anos, a fim de proteger a Terra dos efeitos do aquecimento global.

MSB/rtr/lusa/ap

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