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Mundo

Países anunciam ajuda financeira para reconstruir Faixa de Gaza

Doações acertadas durante conferência no Cairo chegam a 4,3 bilhões de euros. Comunidade internacional agora apela para retomada das negociações de paz.

Cerca de 50 países ocidentais e do Oriente Médio comprometeram-se neste domingo (12/10) a doar mais de 4,3 bilhões de euros para a reconstrução da Faixa de Gaza, destruída após violentos combates entre palestinos e israelenses em julho e agosto passado na região. As doações foram arrecadadas no Cairo, durante encontro organizado pelo Egito e pela Noruega para discutir a questão.

Ministros das Relações Exteriores de cerca de 30 países e integrantes de diversas organizações participaram da reunião. A União Europeia (UE), por meio da alta representante para Assuntos Externos, Catherine Ashton, disponibilizou 450 milhões de euros para a causa. Além desta quantia, a Alemanha comprometeu-se a ajudar com mais 50 milhões de euros.

Segundo o secretário de Estado americano, John Kerry, os Estados Unidos irão doar 168 milhões de euros. O maior doador, no entanto, será o Catar. O emirado, um dos países mais ricos do mundo, prometeu doar sozinho 792 milhões de euros.

"O governo palestino irá seguir o plano de reconstrução com responsabilidade e transparência em coordenação com a ONU, os doadores, instituições financeiras internacionais, a sociedade civil e o setor privado", afirmou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Metade do valor arrecadado será destinada à reconstrução da região e a outra parte deverá cobrir as necessidades diárias da população palestina. Segundo cálculos dos palestinos, 3,1 bilhões de euros serão necessários para reconstrução da região, e mais 3 bilhões de euros precisarão ser injetados na economia da região até 2017.

Cessar-fogo é pouco

UN Ban Ki-moon Geberkonferenz für den Wiederaufbau von Gaza

Ban Ki-moon defende solução definitiva para o conflito na região

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que, apesar do cessar-fogo entre Hamas e Israel, "Gaza continua sendo um barril de pólvora" e declarou estar irritado com a continuação do "ciclo construção-destruição".

Ban Ki-moon também alertou que conferências para a reconstrução de Gaza não devem virar rotina e defendeu uma solução definitiva para o conflito na região.

Kerry afirmou que a comunidade internacional está pronta para financiar a reconstrução, mas exige mais do que apenas o cessar-fogo. Ele insiste que israelenses e os palestinos retomem as negociações de paz, abandonadas em abril.

"Não apenas dinheiro deve vir dessa conferência, mas o compromisso renovado de todos para trabalhar pela paz que atenda às aspirações de todos – israelenses, palestinos e todo o povo dessa região", declarou Kerry.

A guerra na Faixa de Gaza que ocorreu entre julho e agosto destruiu 18 mil casas e edifícios na região, deixando mais de 100 mil pessoas desalojadas. Mais 2 mil palestinos, a maioria civis, e 73 israelenses morrem no conflito.

CN/dpa/rtr/ap/lusa

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