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Mundo

Países africanos tomam novas precauções contra avanço do ebola

Nigéria proíbe o traslado de cadáveres entre fronteiras. Guiné já fechou fronteiras com Serra Leoa e Libéria para conter a epidemia que já fez mais de 900 mortos. Nos demais continentes há apreensão pelo alastramento.

O governo da Nigéria decretou que a população enterre suas vítimas do ebola no local do óbito, a fim de evitar o avanço da epidemia no país, onde duas pessoas já morreram após contrair o vírus. A medida, divulgada neste domingo (10/08) pelo jornal Leadership, é apenas uma das várias adotadas pelos países da região para tentar conter o avanço da doença, que se alastra através do sangue e fluidos corporais e tem uma taxa de fatalidade de 90%.

"De agora em diante, não será permitido trasladar cadáveres de uma parte do país para outra", disse o médico Khalliru Alhassan, segundo no comando do Ministério da Saúde da Nigéria. Pelo menos sete casos de pessoas infectadas pelo vírus foram registrados no país, outros seis casos ainda não estão confirmados e cerca de 70 pacientes encontram-se sob observação.

Em Serra Leoa, 1.500 policiais e soldados estão de prontidão para garantir a quarentena em regiões isoladas onde o vírus foi registrado. "Apenas funcionários essenciais e alimentos estão podendo entrar", disse o subcomandante de polícia Karrow Kamara.

O ebola, que causa hemorragia e não tem nenhuma vacina licenciada, já matou mais de 900 pessoas este ano na Guiné, Serra Leoa e Libéria. Na sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a epidemia "emergência internacional".

Apreensão em quatro continentes

De acordo com o Ministério da Saúde da Arábia Saudita, um homem de 40 anos que morreu em Jeddah, depois de visitar Serra Leoa, não havia contraído o ebola. Segundo as autoridades sauditas, amostras enviadas para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e para um laboratório na Alemanha, testaram negativo para o vírus.

A Arábia Saudita, porém, já anunciou que não emitirá vistos para peregrinos de Serra Leoa, Libéria e Guiné visitarem Meca este ano.

Os testes do ebola num paciente no Canadá também foram negativos, de acordo com o Departamento de Saúde da província de Ontário. Os médicos o haviam colocado em isolamento por ter manifestado alguns dos sintomas do ebola, após voltar da Nigéria.

Em Madri, o padre Miguel Pajares, infectado na Libéria e o primeiro paciente a trazer a doença para o território europeu desde o início da epidemia, está recebendo tratamento com a droga experimental ZMapp. A situação de saúde de dois americanos portadores do ebola também melhorou, depois de ambos serem tratados com o ZMapp.

Autoridades de saúde espanholas também anunciaram que a freira Juliana Bonoha Bohe, de 65 anos, que trabalhou no mesmo hospital que Pajares na Libéria, não tem o vírus.

A organização de caridade na qual trabalhavam Pajares e Bohe havia apresentado um abaixo-assinado ao governo espanhol, pedindo permissão para trazer dois missionários africanos que contraíram o ebola ao tratar pacientes no mesmo hospital que os espanhóis. A Espanha, no entanto, negou o pedido. Segundo a organização, um dos missionários, uma freira do Congo, morreu de ebola no sábado.

Em Hamburgo, Alemanha, um homem de Serra Leoa testou negativo para o vírus, segundo a agência de notícias DPA. Os médicos liberaram o paciente, internado na tarde de sábado com febre e vômitos.

RM/afp/dpa/ap/rtr

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