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Economia

Outubro não aliviou desemprego

A redução do número de desempregados em outubro não bastou para melhorar a situação no mercado de trabalho. A Alemanha está com 9,4% de desempregados: mais de 3,9 milhões de pessoas.

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Ministro Wolfgang Clement expõe no Parlamento a reforma do mercado de trabalho

Nem mesmo o "outubro dourado", em que tradicionalmente o desemprego costuma cair bastante, aliviou a situação no mercado de trabalho. Em relação a setembro, o Departamento Federal do Trabalho registrou 12.100 desempregados a menos em outubro. Deixando-se de lado os efeitos sazonais, contudo, houve um aumento 22.000. Ao todo, há quase 4 milhões de pessoas sem trabalho na Alemanha (3.929.800), o maior número registrado num mês de outubro desde 1997.

Desemprego na Europa

O desemprego diminuiu de 9,5% em setembro para 9,4% em outubro. A Eurostat, agência de estatísticas da União Européia, no entanto, utiliza outros métodos de cálculo. Seus últimos dados, divulgados esta semana apontam uma taxa de 8,3% na Alemanha, em setembro. Essa é também a média do desemprego na zona do euro, o que se deve principalmente ao peso que a Alemanha tem na região como país de maior população e força econômica. O desemprego é menor em Luxemburgo (2,5%), Áustria (4,2%) e Suécia (5,1%). A Espanha (11,2%) continua com a taxa mais alta da UE, seguida da Finlândia (8,9%). Nos 15 países da União Européia, a taxa (7,6%) também permaneceu constante em setembro.

Conjuntura criou situação "séria" na Alemanha

Apesar da ligeira diminuição em outubro, a situação "continua sendo séria", disse o novo ministro da Economia e do Trabalho, Wolfgang Clement, para quem o mercado de trabalho continua sofrendo a influência da "conjuntura internacional e da insegurança política mundial". Ele deposita suas esperanças em 2003, quando a Alemanha deverá ter um crescimento de 1,5% e serão implantadas reformas no mercado de trabalho.

Na comparação anual, há 200 mil desempregados a mais do que em outubro de 2001. Isso se deve principalmente à conjuntura. Um crescimento econômico fraco – em torno de 0,4% este ano – não basta para ativar o mercado de trabalho, segundo Florian Gerster, diretor do departamento: "Na verdade não estamos totalmente insatisfeitos com os dados, pois com uma taxa tão baixa de crescimento, poderia ter sido pior".

Que isso não tenha acontecido se deve principalmente às medidas já implantadas e à antecipação da aposentadoria para trabalhadores de mais idade. Na Alemanha, não há aposentadoria por tempo de serviço e sim por idade: homens e mulheres aposentam-se aos 65 anos. O mercado de trabalho é regulamentado pelo Departamento Federal do Trabalho, órgão que, com suas centenas de agências, registra os desempregados, paga o seguro desemprego, trata de qualificação e aperfeiçoamento profissional, procura recolocar a pessoa no mercado de trabalho ou até cria "frentes de trabalho" e empregos semi-subvencionados.

Melhoras ficam para 2003

"Partimos do princípio de que a chance de melhoras no mercado de trabalho só se fará notar no segundo semestre de 2003, com um aquecimento da conjuntura e os primeiros efeitos das reformas introduzidas pelo governo", disse Florian Gerster, arriscando uma previsão.

No leste alemão, o desemprego diminuiu em 22.900 para 1.324.600, mas continua com uma taxa muito alta: 16,9% em outubro (contra 17,2% em setembro). Isso foi interpretado como um indício do crescente deslocamento de mão-de-obra do leste para o ocidente do país. Por outro lado, o desaquecimento da conjuntura mundial parece haver afetado menos as firmas do leste alemão, que não dependem tanto do exterior como as empresas ocidentais. Nesta parte do país, o desemprego aumentou em 10.800 para 2.605.200. A porcentagem, porém, permaneceu a mesma: 7,7%.

Em 2003, espera-se uma média de 4,1 milhões de desempregados, o que trará um alto ônus financeiro para o órgão federal: poderão faltar 5 bilhões de euros. O jeito será economizar nas "frentes de trabalho" e empregos "subvencionados" ( Arbeitsbeschaffungsmassnahmen). Gerster espera economizar, reintegrando os desempregados mais rapidamente no mercado de trabalho. O novo instrumento para isso são as agências de serviço de pessoal, a serem criadas a partir de janeiro. Elas atuarão como empreiteiras de subcontratação, procurando recolocar os desempregados, mesmo que em ocupações apenas temporárias.

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