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Mundo

Otimismo pragmático para restabelecer a confiança

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, encerrou sua visita de uma semana aos Estados Unidos.

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Fischer em Washington, após encontro com Cheney

"Há mais abertura", comentou Fischer após ter conversado durante meia hora com o vice-presidente americano Richard Cheney em Washington (17/07/2003).

A conversa abordou as relações entre os Estados Unidos e os aliados europeus, mas não se falou de um possível encontrou do chanceler alemão Gerhard Schröder com o presidente americano George W. Bush. O clima entre Schröder e Bush está congelado desde o início do conflito no Iraque.

Apesar do gelo, Fischer fez questão de ressaltar que as relações entre a Alemanha e os Estados Unidos repousam sobre "bases sólidas". Os dois países estão cooperando para assegurar a paz no Oriente Médio e no Afeganistão. A Alemanha continuará mantendo sua presença militar neste último país, garantiu Fischer.

Iraque e Nações Unidas

Tendo em vista os problemas enfrentados pelos Estados Unidos no Iraque, Fischer fez o seguinte alerta: "Se não lograrmos esta paz, as conseqüências serão fatais".

O conflito no Iraque virou uma guerra de guerrilhas, com perdas de soldados americanos e altos custos para se manter a ocupação. Diante das pressões internas, a administração americana está sondando a possibilidade de que outros países enviem tropas ao Iraque.

A Alemanha, França, e outros estados europeus exigem que o processo de reconstrução do Iraque seja legitimado por um mandato da ONU, o que tem sido rejeitado até agora pelos Estados Unidos.

Com toda a sua diplomacia, Fischer afirmou que o pós-guerra no Iraque está servindo de processo de aprendizado para o governo americano. Washington está começando a entender que transformar desta região é uma tarefa gigantesca, a longo prazo, e que exige um diálogo estratégico entre os Estados Unidos e os parceiros europeus.

Ofertas alemãs

O ministro alemão deixou claro que os Estados Unidos não fizeram aos alemães nenhum pedido de ajuda militar. A Alemanha já ofereceu ajuda humanitária e a possibilidade de participar economicamente da reconstrução do Iraque, quando houver planos concretos.

O ministro do Interior, Otto Schily, ofereceu os serviços da Defesa Civil (THW), mas até agora não houve nenhuma reação por parte dos americanos.

A questão decisiva, segundo Fischer, é traçar visões estratégicas para toda a região do Oriente Médio. Os americanos estão abertos a esta idéia e, assim como os europeus, eles sabem que a paz no Iraque é um processo longo e difícil.

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