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Jogos Olímpicos

Otan reforça segurança nas Olimpíadas

O medo de um ataque terrorista é grande. Não foi à toa que os gregos investiram 1,2 bilhão de euros em segurança. Além do mais, a Otan deu uma "mãozinha": a maior ajuda que a organização já prestou a um evento civil.

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Membro da Marinha grega simula operação de segurança

A Otan começou desde já a supervisionar o espaço aéreo grego. Dez aviões de reconhecimento e patrulha do tipo AWACS sobrevoam a porção oriental do Mar Mediterrâneo para evitar, por exemplo, que aviões de passageiros sejam interceptados por terroristas.

Caso os radares identifiquem algum objeto suspeito, uma central de comando da Otan, na cidade grega Larissa, enviará caças interceptadores gregos ou de outros membros da organização. Além disso, foram instalados nos arredores de Atenas foguetes antiaéreos do tipo Patriot, prontos para serem lançados no caso de um alerta ignorado.

Supervisão passiva

O comando para detonação, no entanto, só pode ser dado pelo governo grego, explica o porta-voz da Otan, James Appathurai. "A Otan não vai reagir ativamente a nenhuma ocorrência", explica ele. "Se nossos aviões detectarem algo, avisaremos as instituições gregas e elas decidirão o que fazer". Se tudo correr conforme as simulações, não demoraria mais de 20 minutos para que uma equipe grega encarregada de situações de emergência emita uma permissão para ataque.

Para proteger os locais de competição de possíveis ataques marinhos, 12 botes-patrulha da Otan e 35 navios da Marinha grega supervisionam a costa do país. Na praia de Halkida, 90 quilômetros ao norte de Atenas, a Otan chegou a instalar um batalhão antiterror formado por soldados belgas, tchecos, húngaros, italianos, poloneses e espanhóis, pronto para agir, por exemplo, no caso de um ataque com gás venenoso.

"Vamos transferir parte de um batalhão para a defesa contra ataques com armas atômicas, biológicas ou químicas de destruição em massa", explica Appathurai. Entretanto, os cerca de 200 soldados não são de forma alguma uma tropa de ataque, alertou, lembrando que a Otan parte do pressuposto de que o governo grego cumpriu seu papel e de que até agora não há indícios de ataques terroristas.

Segurança para gregos e troianos

Os gregos investiram 1,2 bilhão de euros na segurança dos Jogos Olímpicos, os primeiros após os ataques terroristas em Nova York e Washington. Trata-se de uma quantia quatro vezes maior que a investida nas Olimpíadas de Sydney.

Sobre o céu de Atenas circulará um zepelim, capaz de fazer escutas telefônicas e detectar substâncias químicas. Mais de 1500 câmeras gravarão qualquer movimento na cidade. Mas todo esse controle, anunciado com orgulho pelo primeiro-ministro grego Kostas Karamanlis, não agradou muito à população da cidade. Muitos atenienses queixam-se de perda da liberdade pessoal.

Para Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, as medidas de segurança são "essenciais" e os gregos fizeram o que o mundo esperava que eles fizessem. A missão, que é o maior auxílio que a Otan já prestou a um evento civil, ganhou o nome de distinguished games, ou seja, "jogos distintos".

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