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Mundo

Otan rebate críticas de Schröder

Aliança militar diz estar em condições de enfrentar desafios atuais. Oposição na Alemanha acusa governo de querer dividir a Otan.

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Scheffer não gostou dos ataques vindos da Alemanha

O chanceler alemão Gerhard Schröder está sendo duramente criticado pelos países-membros da Otan e pela oposição na Alemanha, por sua proposta de reforma da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em discurso lido pelo ministro da Defesa, Peter Struck, durante a Conferência Internacional sobre Segurança, neste sábado (12/02), em Munique, Schröder pediu mais peso para a Europa e uma melhor coordenação nas decisões da Otan.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, reiterou, nesta segunda-feira (14/02), o "significado especial da aliança". Rebatendo críticas de Schröder, Scheffer disse que a Otan continua sendo o palco principal para as consultações transatlânticas. "A aliança atua nos planos militar e político e está preparada para os desafios atuais", afirmou.

Condoleezza Rice in Luxemburg Javier Solana

Javier Solana (e) com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice: "Não se deve dramatizar a situação"

O encarregado da Política Externa e de Segurança da União Européia, Javier Solana (antecessor de Scheffer na Otan), disse que a aliança militar "nada perdeu de seu significado. Não se deve dramatizar a situação".

Proposta precipitada

A oposição na Alemanha (CDU/CSU e Partido Liberal) acusou o governo de seguir um caminho isolado, "que causa uma divisão da Otan e abre novos fossos entre a Alemanha e os Estados Unidos". Segundo o líder da bancada da CSU no Bundestag, Michael Glos, "propostas precipitadas só põem em risco a confiança internacional na Alemanha". Na opinião do presidente do Partido Liberal, Guido Westerwelle, "não se pode pôr em questão uma estrutura bem-sucedida, antes de apresentar algo melhor".

Apesar das críticas vindas de todos os lados, Schröder insiste em sua proposta e pretende discuti-la, nesta terça-feira (14/02), no primeiro encontro bilateral com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. O assunto também deverá estar na pauta da próxima reunião de cúpula da Otan, em 22 de fevereiro, e da visita do presidente norte-americano, George W. Bush à Alemanha, no dia seguinte.

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