1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Otan preocupada com ameaças de Putin

Putin ameaça abandonar Tratado de Armas Convencionais na Europa. Encontro da Otan em Oslo debate resistência de Moscou à instalação de sistema antimísseis no Leste Europeu.

default

Aliança militar: escudo antimísseis no Leste Europeu rejeitado pela Rússia

Em pronunciamento anual à nação nesta quinta-feira (26/04), o presidente russo Vladimir Putin surpreendeu os países ocidentais, ao questionar o Tratado de Armas Convencionais na Europa, , propondo uma moratória unilateral.

Assinado em 1990 pelos países então pertencentes à Otan e ao Pacto de Varsóvia, o tratado entrou em vigor dois anos mais tarde. Ele prevê uma redução de determinados tipos de armas como canhões e aviões de guerra, e foi adaptado em 1999, após a dissolução do Pacto de Varsóvia e a ampliação da Otan. Os países-membros da aliança militar, no entanto, ainda não o ratificaram até hoje.

Longa história

Russland Präsident Wladimir Putin Rede an die Nation

Pronunciamento de Putin à nação: ecos no Ocidente

A Rússia e os países ocidentais discutem há anos questões relacionadas à aplicação do tratado, com um lado acusando o outro de estar agindo de má fé.

Putin aproveitou a reunião dos países-membros da aliança em Oslo, com o fim de definir a instalação do escudo antimísseis no Leste Europeu, e alfinetou os que não ratificaram o tratado. "Já é tempo de nossos parceiros darem sua contribuição para a redução de armas, não apenas em palavras, mas de fato", declarou o presidente.

A sugestão de Putin é que a moratória do tratado vigore até que "os outros membros da Otan, sem exceção", também o ratifiquem. A declaração é uma reação aos planos dos EUA de instalarem um sistema antimísseis na Polônia e na República Tcheca. "Nossos parceiros comportam-se de maneira incorreta", disse o presidente russo, ao acentuar que os pontos militares dos Estados da Otan estão se aproximando cada vez mais da fronteira russa.

Condoleezza Rice

Condoleezza Rice: 'absurdo completo'

A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, havia criticado no mesmo dia a rejeição da Rússia ao escudo antimísseis como "um absurdo completo". Antes do encontro da Otan em Oslo, iniciado nesta quinta-feira, Rice declarara que Moscou teria "milhares de mísseis estacionados". Os EUA estão, segundo ela, interessados num "diálogo aberto" com Moscou, mas a partir de premissas "realistas".

Discutir abertamente

Norwegen Nato Außenministertreffen in Oslo Jaap De Hoop Scheffer

Jaap De Hoop Scheffer, em Oslo

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, afirmou em Oslo que as declarações de Putin estão sendo discutidas no encontro da aliança militar, do qual participa o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. "Espero que ele explique as palavras de seu presidente", disse Scheffer, salientando, contudo, que as declarações de Putin são um estímulo a "discussões completamente abertas" sobre o assunto.

Antes do início do encontro, o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, também presente em Oslo, havia acentuado a importância para Berlim de manter boas relações com a Rússia e de encontrar soluções conjuntas para os problemas comuns.

Outras divergências

Durante o encontro na capital norueguesa, as arestas entre a Rússia e países ocidentais não estarão presentes apenas em relação ao sistema antimísseis. As divergências vão ainda além: Moscou acusa "governos estrangeiros" de estarem "se intrometendo em questões internas" do país. De acordo com o presidente, algumas nações tentam, através de uma "retórica pseudo-democrática", minar a independência política e econonômica da Rússia. Outro ponto de discórdia é o destino do Kosovo. Tradicionais aliados dos sérvios, os russos se opõem terminantemente à independência da província, muito devido ao temor de que as reivindicações de autonomia se espalhem pela região do Cáucaso. Rice e outros representantes europeus, contudo, afirmam que, sem a concessão da independência à região, os conflitos entre sérvios e albaneses pode voltar a escalar. (sv)

Leia mais