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Mundo

Otan: missão no Iraque só com governo legítimo

Segurança no Afeganistão e no Iraque são os temas da Conferência de Segurança em Munique. Entre os 500 participantes, estão o rei da Jordânia, o novo secretário-geral da Otan, além de ministros da Defesa e do Exterior.

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Schröder e o secretário-geral da Otan, em Berlim

Da mesma forma como no ano passado, o Iraque volta a ocupar a tradicional Conferência de Segurança em Munique, neste fim de semana. Só que a situação naquele país no Golfo Pérsico mudou completamente nos últimos 12 meses. Especulações de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se engajaria no Iraque foram rejeitadas já na manhã desta sexta-feira (6), durante a conversa do novo secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, com o chanceler federal alemão Gerhard Schröder, em Berlim.

Os Estados Unidos vêm pressionando um engajamento de soldados da Otan no setor ocupado atualmente pela Polônia no Iraque, membro da organização desde 1999. Este tema deve ser enfocado na reunião informal de ministros da Defesa dos países que compõem a organização, ainda nesta sexta-feira em Munique.

Democracia no Iraque é condição No encontro com o secretário-geral da Otan, o chanceler federal alemão rechaçou as especulações sobre uma participação alemã em futuras missões da organização militar no Iraque. "Não é o momento adequado para fazer conjecturas deste tipo", destacou Gerhard Schröder. Antes, os parceiros da Otan precisam garantir a reconstrução do país de forma democrática, segundo Schröder. Por isso, a Alemanha já colabora com a formação de policiais iraquianos, acrescentou o chefe de governo alemão.

Para ele, as divergências em relação à guerra no Iraque são "coisas do passado". O sim e o não ao conflito devem ser vistos como "questão histórica". A tarefa conjunta agora é garantir paz e democracia no Iraque, observou Schröder. Na opinião do secretário-geral De Hoop Scheffer, é possível uma missão da Otan no Iraque, "desde que Bagdá receba um governo legítimo e soberano".

Círculos da aliança militar, entretanto, consideram difícil que no encontro de cúpula de Istambul, no final de junho próximo, os chefes de Estado e de governo se decidam pelo envio de soldados ao Iraque. Observadores consideram crucial a posição da Alemanha. Esta pode começar a se delinear no final de fevereiro, quando Gerhard Schröder for recebido por George W. Bush na Casa Branca.

Encontro entre Struck e Rumsfeld

Sicherheitskonferenz in München Rumsfeld und Struck

Rumsfeld e Struck, reunião de meia hora em Munique

"Um engajamento no Iraque não tem sentido, enquanto sua situação política não estiver definida", disse o ministro alemão da Defesa. Peter Struck acrescentou que seu colega norte-americano de pasta, Donald Rumsfeld, com quem conversou na manhã desta sexta-feira (6), nem lhe fez pedidos neste sentido. O ministro esclareceu que em seu encontro com Rumsfeld, ficou claro que as divergências entre Alemanha e EUA em relação ao Iraque estão encerradas.

Para Struck, é importante que a Conferência em Munique aborde também outros problemas, como o futuro da Otan, a situação no Afeganistão e o desejo da União Européia de ampliar sua missão nos Bálcãs. Outro tema do encontro deverão ser os orçamentos mundiais para a defesa.

Eurocorps sob comando da Isaf Como Schröder defende o prosseguimento da missão antiterror no Afeganistão, prometeu a continuidade do engajamento alemão naquele país. Para isso, considera sensato submeter o Eurocorps − tropa da União Européia − em Cabul ao comando da força internacional de paz Isaf. Além da Alemanha, participam do Eurocorps a França, Bélgica, Luxemburgo e Espanha.

No encontro de meia hora com o colega de pasta alemão, Donald Rumsfeld teria saudado esta sugestão, que também conta com o apoio francês. Atualmente, há soldados alemães no norte do Afeganistão. Outro tema discutido por Struck e Rumsfeld foi a retirada de tropas norte-americanas da Alemanha, que deverá ser concluída em 2010.

Em sua 40ª edição, a Conferência de Segurança de Munique acontece neste sábado (7) e domingo (8). Entre seus 500 participantes, estão o rei Abdullah da Jordânia, o novo secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, além de diversos ministros da Defesa e do Exterior. Dois representantes iranianos cancelaram a participação, devido à situação política interna de seu país.

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